quarta-feira, 25 de novembro de 2015

INFLUÊNCIA AFRO NO BRASIL

Grande festa dos negros do Rio da Prata, semelhante, por seu caráter de dança dramática, às manifestações dos grupos brasileiros de congos e maracatus e a outras formas de representação.
Sua etimologia tem sido estudada e debatida, mas se desfez, a sugestão que a ligava ao candomblé,não só por serem expressões de culturas diferentes ( candomblé, sudanês e candombe, banto), mas também pelas intenções: o candomblé encerra conteúdo religioso e mágico, e o candombe pertence ao ciclo das pantominas dos reis congos.
O candombe teve sua época de esplendor no Uruguai, entre 1800 e 1830,mas até o fim do século XIX era dança obrigatória dos negros. Hoje está incorporado ao Carnaval, restando de suas antigas características o passo do candomblé ( marcha com pequenos passos à direita e à esquerda, cabeça erguida, ombros para a frente, ventre em contração e expansão, num todo de gracioso ondulado). o tamboril e uma tendência para a síncopa.

Certa descrição coreográfica do candombe o identifica como batuque brasileiro.



Fonte de pesquisa..........Lello Universal
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RELIGIÕES AFRO

Religião e culto de origem africana praticado no Brasil, mais intensamente na Bahia, desde a escravidão. Inicialmente referido a certo tipo de dança,o candomblé passou a significar também a própria cerimônia religiosa dos negros afro-brasileiros, assim como o próprio local em que se realiza. Enquanto ligado às fontes africanas, de cujo meio provieram os escravos, considera-se um espaço de resistência cultural.
Seus praticantes julga-se depositários. mantenedores e perpetuadores de uma tradição herdada, das várias nações africanas, que procuram reproduzir com fidelidade.
Tem-se, daí, nações e rituais sudaneses-jeje ( daomeanos), nagô ( ioruba e compostos), bantos ( angola, congo e compostos), além dos candomblés de caboclo, nos quais os orixás são representados por entidades caboclas ou espíritos de chefes  e guerreiros indígenas brasileiros considerados evoluídos.
Há também a adoção da Linha das Almas, dominada pelos  espíritos dos negros ( pretos velhos) considerados de grande sabedoria ( Pai Joaquim, Vó Catarina, Pai João e outros), principalmente no trato com ervas. Essas entidades, encarnadas nos cavalos ( fiéis possuídos), dão orientação para a solução de problemas do dia a dia.
O candomblé envolve uma complexa organização de crenças e rituais.
Os cultos, em torno de uma ordem de orixás e divindades intermediárias, realizam-se em terreiros, cada um deles formado por vários cômodos. Num deles realizam-se danças públicas dos fiéis, possuídos por suas divindades. Um outro é o peji, onde orixás estão assentados e em que só entram os iniciados ou pessoas em certas condições de pureza.
As cerimônias abertas ao público, realizam-se noite a dentro, acompanhadas de instrumentos de percussão: atabaques.agogô, adjá, caxixi, ajê, xaque-xaque, tambores de vários tamanhos.

Segundo o orixá homenageado, matam-se animais como cabritos, galinhas, e algumas de suas partes são preparadas e oferecidas no assentamento do orixá.Esta oferenda é o padê de Exu, entidade considerada mensageira dos orixás e que pode impedir influências perturbadoras do desenrolar da cerimônia: cantos e músicas invocativas das divindades e depois a dança, com roupas apropriadas.

Uma das características fundamentais do candomblé é o longo processo de iniciação. Inclui a lavagem de contas ( o colar ou guia, lavado pelo chefe do terreiro nas cores do orixá do iniciado) e o bori, que significa o dar de comer à cabeça, para fortalecer a pessoa e colocá-la em contato mais estreito com o mundo sagrado.

Depois de ter a cabeça lavada com o sangue do animal de duas patas, essa pessoa, com o colar lavado e o bori, é chamada abiá. Há um primeiro grau de iniciação e após o qual ela se torna iaô. Depois de cumprir de um a sete anos de obrigações, passa-se à categoria de eboni.


 O posto mais alto da hierarquia do candomblé é ocupado pelo pai-de-santo ou babalorixá. Quando mulher é a mãe-de-santo ou ialoxirá. Em seguida, vem a  iiá kerere ( segunda sacerdotisa), os ogans ( sempre homens, protetores dos terreiros), o alabê ( que toca e dirige os atabaques) e, entre outros,a sidadá, encarregada do padê de Exu.


O candomblé equivale à Macumba, no Rio de Janeiro e em São Paulo; equivale a Xangô, Catimbo e Toré, na Região Nordeste do Brasil. Também equivale a Babaçuê e Batuque no Pará; Pajelança no Amazonas e Tambor de mina, no Maranhão!
Pernambuco é um dos Estados Brasileiros com mais força no candomblé.
No candomblé não existe vida pós-morte e tudo é guiado por uma lei de santo. São regras de conduta, principalmente a ser cumprida dentro dos terreiros, que não estão contidas em nenhum tipo de livro sagrado, e que podem variar de terreiro para terreiro. "Apesar desse aspecto difuso, as práticas estão completamente fundamentadas em uma rica mitologia transmitida de geração a geração", afirma o pesquisador da Universidade de São Paulo, Armando Vallado, a partir de um amplo estudo sobre o tema, que vincula a forte hierarquia dos terreiros aos conflitos que surgem nas estritas regras que são impostas aos filhos de santo, tudo em nome da fé nos orixás, invocados principalmente através das cantigas de xirês durante os festejos religiosos (os toques).


Pesquisa....Delta- Larousse
                    Lello Universal

segunda-feira, 23 de novembro de 2015

CIVILIZAÇÕES ANTIGAS




A Mesopotâmia, no Oriente Médio,abrigou uma das mais antigas civilizações. Entre 4.000 e 3.000 a.C., os sumérios da Mesopotâmia meridional construíram as primeiras cidades do mundo,na fértil planície entre os rios Tigre e Eufrates. As cidades sumérias, como Uruk e Ur, eram circundadas por muralhas e tinham templos construídos no topo de zigurates _ enormes pirâmides em degraus com a  parte superior plana.
Os sumérios eram agricultores eficientes que utilizavam a irrigação para abastecer de água as pastagens e as plantações.Animais domesticados,como bodes e vacas,eram criados em pastagens e forneciam com regularidade, carne,leite, manteiga e peles. Também desenvolveram uma das mais antigas formas de escrita, usada para registrar o gado, a comida e outros bens.

Escribas ( copistas profissionais) usavam de um estilete muito afiado de juncos, para inscrever figuras simples,conhecidas como pictogramas, nas tabuas de argila. Gradualmente, os pictogramas tornaram-se mais abstratos, transformando-se, com o passar dos anos, em uma nova forma de escrita, conhecida como cuneiforme. Escrevia-se com o uso de estiletes com ponta em forma de cunha. Documentos e cartas escritas em cuneiforme eram "assinadas" com um sinete cilíndrico, uma pedrinha em forma de cilindro com inscrições. Rodava-se o sinete cilíndrico na superfície da tabua de argila, formando uma figura contínua.



A grande  cidade suméria de Ur foi uma das primeiras cidades  do mundo. No interior de suas muralhas havia tumbas importantes, datadas de cerca de 2.500 a.C., algumas com tesouros incalculáveis que revelam a habilidade e a capacidade artística dos sumérios. Havia utensílios, carros e freios, e objetos decorativos, como dois estandartes em forma de um bode atrás de um arbusto florido. As tumbas mais elaboradas eram câmaras de pedra ou tijolos, algumas das quais continham não apenas o corpo do dono da tumba mas também os de muitos ajudantes que foram sacrificados ou que cometeram suicídio ritualístico. Muitos desses serviçais portavam joias finas e instrumentos musicais.

Um dos objetos mais interessantes,conhecido como " Insígnia de Ur",é uma caixa de madeira que pode ter sido parte de uma cítara. Seus dois lados maiores são conhecidos como Lado da Guerra,porque apresenta soldados e carros de guerra, e Lado da Paz, que provavelmente apresenta um banquete comemorativo.
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A civilização minóica foi a mais antiga civilização conhecida na Europa, dominando o mar Egeu, no Mediterrâneo,de 2.000 a 1450 a.C.
A pátria dos minóicos era a ilha de Creta, de onde comerciavam com regiões distantes como o Egito,Síria e a Grécia continental. A cultura minóica teve, também,um grande impacto em outras ilhas do Egeu, como Tera. Os minóicos construíram palácios elegantes de pedra,o maior deles em Cnossos, Creta.

 As paredes do palácio foram decoradas com afrescos apresentando cenas da vida minóica,como os rituais religiosos.
Um afresco apresenta um ritual no qual jovens seguramos chifres de um touro e saltam sobre ele.
Os touros tinham importância religiosa e eram, com frequência, sacrificados. A religião minóica incluia a adoração de uma deusa-mãe que as vezes era apresentada
segurando duas serpentes.
No século XV a.C.,um povo da Grécia continental, os micênios, tomaram Cnossos e sucederam os minóicos como potência dominante no Egeu. A Grécia continental foi governada pelos micênios como uma série de pequenos reinos. Estes eram governados a partir de palácios, muitas vezes bastante fortificados.

 Os micênios copiaram a arte minóica de afresco e adaptaram a escrita minóica. A cerâmica e a metalurgia também apresentavam influência minóica.

RECAPITULAMDO:
Civilização minóica também é conhecida como Civilização cretense, por se localizar na ilha de Creta. Sabe-se muito pouco sobre os minóicos, cujo nome provém de Minos, lendário rei de Creta. Há registros de escrita conhecida como Linear A, mas que ainda não foi decifrada pelos pesquisadores. Eram voltados para o comércio marítimo. Proeminência de figuras religiosas femininas. As produções em cerâmica desse povo possui um grande valor artístico, e alguns historiadores apontam que este é um dos principais produtos comerciais dos cretenses.
Civilização micênica (1600 a.C – 1100 a.C). Conhecido também como Grécia da Idade do Bronze. Um deus importante para os micênicos era Poseidon. Eram dominados por uma aristocracia guerreira, sob o comando de um rei. Ao invadir Creta, adotaram uma forma de escrita minóica para registrar sua língua (linear B), considerada uma variante primitiva da língua grega. Eram grandes navegadores. Começaram a utilizar ferro e bronze, principalmente como armamento. Não se sabe ao certo como os micênicos chegaram ao fim, mas a principal razão apontada pelos historiadores é a invasão dos dórios, os quais destruíram toda a potência marítima. Creta, até então centro da Grécia, perdeu sua hegemonia, com sua divisão em cidades-Estado.Segundo estudiosos, a princípio, o mundo grego é mais limitado. Podemos dizer que, na Idade do Bronze, três civilizações que florescem quase simultaneamente em Creta, no Continente e nas Ilhas do Mar Egeu.Destas civilizações, a mais evoluída seria a minóica. Da Creta antiga conhecia-se a lenda do Minotauro. Esta esplendorosa civilização distingue-se pelo requinte nas artes (belas pinturas a fresco, com relevos, estatuetas, gemas de ouro trabalhadas, e cerâmica decorada com motivos animais e vegetais), grandiosos palácios (com colunas a afunilar para a base e com engenhosas soluções para a iluminação interior e esgotos) e conhecia a escrita.

Com a ascenção dos Micénicos, os Minóicos acabam por ser dominados.  Porém, o seu legado vive no sistema de escrita micénico e na arte da pintura. Os Micénicos são um povo guerreiro, que parece ter vindo do norte da Europa, a avaliar pelo seu tipo físico (altos e loiros, em oposição aos Minóicos).
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Do século VIII a.C.,até o século I d.C., os povos celtas dominaram a maior parte da Europa, do oceano Atlântico até os montes Cárpatos, e da Bretanha até a  Itália.
 Os celtas dividiam-se em diferentes tribos que falavam línguas similares e tinham práticas culturais, religiosas e sociais comuns.

Os gregos e romanos deram a essas diversas tribos o nome de celtas e comerciavam com eles. Vinhos e bens de luxo, tais como vasos de bronze, eram importados da Grécia e de Roma,em troca de gado, peles,escravos e sal. A cultura céltica divide-se em duas fases principais, conhecidas como Hallstatt ( cerca de 800-500 a.C.) e La Tène ( cerca de 500 a.C _ 50 d.C). Os chefes de Hallstatt e do início de La Tène viviam em assentamentos fortificados em elevações e enterravam seus mortos em montes com vasos de bronze, mobília e outras provisões.
Artesãos de Hallstatt desenhavam com realismo animais em cerâmica, vasos de bronze e varais de carroças. A cultura La Tène é notável por suas formas artísticas, no geral abstratas. Escudos, espelhos, alças de adagas e bainhas e outros objetos eram decorados com espirais feiras a partir de linhas circulares e motivos florais.
Na verdade, segundos pesquisadores, as origens dos povos celtas são motivo de controvérsia, especulando-se que entre 1900 e 1500 a.C. tenham surgido da fusão de descendentes dos agricultores danubianos neolíticos e de povos de pastores oriundos das estepes. Esta incerteza deriva da complexidade e diversidade dos povos celtas, que além de englobarem grupos distintos, parecem ser a resultante da fusão sucessiva de culturas e etnias. Na península Ibérica, por exemplo, parte da população celta se misturou aos iberos, o que resultou no surgimento dos celtiberos.
Os Povos Celtas eram basicamente divididos em:
  • Tribos Gaulesas
  • Tribos Celtiberas
  • Tribos Bretãs insular (bretãos, irlandeses e escoceses).
  • Tribos Gálatas



  • A forma como os celtas se vestiam fora inicialmente uma outra maneira para conceber nestes por parte dos romanos e dos gregos a identidade de bárbaros. Homens e mulheres usavam túnicas (léine) geralmente feitas de linho ou de lã. No caso dos nobres alguns chegavam até mesmo a usarem roupas de seda, produto este vindo da Ásia Menor. Dependendo do lugar as túnicas poderiam ter mangas curtas, longas ou não terem mangas. As túnicas dos homens iam até a altura dos joelhos, já as das mulheres eram mais longas, chegando aos tornozelos.




  •  As túnicas eram presas por um cinto ou cinta (criss). Homens e mulheres também usavam uma pequena capa (brat) geralmente feita de lã e em formato retangular. Além dessas capas curtas eles também usavam capas longas e outros tipos de tecidos nos quais usavam para formar capas ou laços nas roupas, os prendendo com alfinetes feitos de bronze. As mulheres também usavam vestidos e no caso dos homens esses também usavam calças (bracae). Os celtas calçavam sandálias e sapatos. Políbio diz que os celtas usavam roupas coloridas, diferentes das roupas unicolor geralmente usadas pelos romanos e gregos. 




  • No caso dos trajes militares, pelas descrições que temos de Políbio, Dionísio e Estrabão, a maioria dos guerreiros celtas (pelo menos os que lutaram na Itália), usavam apenas calças e sandálias. Alguns usavam as capas curtas, mas  em geral lutavam sem camisa (claro que durante épocas frias, eles usariam blusas). No caso dos líderes, esses ou se trajavam iguais a seus soldados, ou usavam túnicas, calças, e até mesmo cotas, além de elmos. Em alguns casos os soldados também usavam túnicas e calças, e num caso mais específico, os 
    gaesatae (lanceiros) lutavam nus. 






  • Estrabão e Diodoro relatam que os celtas gostavam de usar adornos como braceletes, anéis, colares, brincos e broches. No caso dos homens, estes usavam braceletes feitos de bronze, ferro, ouro ou prata, além de usarem anéis e colares, sendo que em especial havia um colar chamado torque, no qual era apenas usado pelos homens, sendo feito geralmente de ouro, bronze e as vezes de ferro e prata. Os historiadores acreditam que o torque seja de influência asiática, pois os persas utilizavam colares similares, possivelmente os celtas devem tê-lo visto a partir de algum povo do leste europeu que tinha contato com os asiáticos. Os homens não tinham costume de usarem brincos.

  • As mulheres também usavam diademas. No entanto, posteriormente as mulheres também passaram a usar o torque, como atestam tumbas de rainhas ou mulheres nobres que foram sepultadas utilizando tal colar. Além disso, sabe-se que o torque também era retratado como sendo um adorno utilizado pelos deuses celtas.




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domingo, 22 de novembro de 2015

JOGOS OLÍMPICOS GREGOS


" Entre os helenos haviam muitas e várias dúvidas sobre as origens dos JOGOS OLÍMPICOS. Diziam uns terem sido eles estabelecidos pelo próprio deus Zeus ( Júpiter para os romanos) que, numa disputa de provas desportivas, combatera contra Poseidon (Netuno), vencendo-o e assim conquistando o domínio do mundo.


 Queriam outros que Hércules, depois de largamente peregrinar pela Terra, tivesse vindo à rica planície de Olímpia, onde passara a infância. E aí, entre o rio magnífico, teatro dos  amores de Apolo e Dafne, e o bosque de Altis, sacrário de Zeus olímpico, o grande herói nacional da Grécia medira, colocando 500 vezes os seus pés adiante um do outro, a distância do estádio,o máximo que um homem robusto pude correr sem tomar fôlego. Não esqueceu, também, de plantar no Altis uma oliveira, de cujos ramos seriam cortados com foice de ouro, em mãos de adolescente que não fosse órfão, os ramos triunfais de recompensas aos vencedores.

O próprio Hércules não desdenhou, mesmo, apresentar-se, ele próprio, para a disputa da prova que instituíra, mas rival algum animou-se a aceitar o desafio. Foi então que Zeus, disfarçado em atleta, se apresentou na arena. E longa e duramente lutaram, sem que se decidisse a vitória, até que o maior dos deuses se deu a conhecer, felicitando o filho pela sua destreza e valentia.


Contam outros, ainda, que Hércules teria vencido seus cinco irmãos na corrida do estádio, tornada a prova periódica de cinco em cinco anos, justamente para prestar homenagem aos primeiros disputantes do lendário certame.
Outros, porém, apenas atribuem a Hércules ter renovado uma disputa que Pélope, filho de Tântalo e anterior a Hércules, teria instituído para celebrar a sua vitória sobre Oenamaus, cuja filha Hipodâmia conquistara numa corrida de carros. Esta versão era, talvez, a mais corrente entre os gregos antigos, que no majestoso templo de Zeus, em Olímpia, fizeram esculpir, num dos frontões, a fase inicial da disputa entre Pélope e Oenamaus.


Entretanto, o nome de herácleos, que no começo tiveram os jogos olímpicos, dá força à tradição de terem sido iniciados por Hércules ( ou Héracles).
Os Jogos Olímpicos sempre foram disputados em Olímpia, planície da Élida, no noroeste do Peloponeso, península que marcaria o extremo sul da Grécia continental.

Olímpia, uma espécie de alongamento da velha cidade de Pisa, ficava à margem direita do rio Alfeu, no trecho onde havia um grande bosque sagrado _ o Altis _ no qual, desde tempos imemoriais, existia um altar de Júpiter. Pouco depois do Altis desembocava no Alfeu,o rio Cladeus e assim delimitada pelo bosque e pelos dois rios, a planície de Olímpia findava nas primeiras  elevações do monte Saturno. Hoje, a planície de Olímpia denomina-se Anti-Lala,porque está situada em frente a cidade de Lala.

ANO DE 1479 a.C..........Chymenos, neto de Hércules teria celebrado os primeiros Jogos Olímpicos, a principio denominados " herácleos",por se atribuir a Hércules sua instituição, quando propusera aos seus cinco irmãos a disputa de uma corrida. Por isso os jogos eram, no início, celebrados de cinco em cinco anos, em honra aos cinco irmãos do herói nacional da Grécia.

ANO  DE 1300 a.C.............. Segundo Pausânias, Eudymeon teria celebrado os primeiros Jogos Olímpicos.
ANO  DE 1360   a.C................ Disputa de uma corrida de carros entre Oenamaus e Pélope, entre o altar de Júpiter, em Olímpia, e o de Netuno, em Corinto. Segundo Píndaro, teria sido este fato a origem dos Jogos Olímpicos, sendo esta versão muito aceita pelos próprios gregos antigos, que fizeram gravar num dos frontões do templo de Zeus, em Olímpia, a fase inicial entre os dois rivais.

ANO  DE  1154 a. C...................Tomada de Tróia pelos gregos,assinalando uma época em que os primitivos Jogos Herácleos teriam caído em desuso.  Nesta época Diomedes, de volta a Grécia, depois da queda de Tróia, teria instituído em Delfos os Jogos Píticos, dedicados a Apolo, matador da famosa serpente Pytho. |Tais jogos foram a principio celebrados de 9 em 9 anos.
ANO DE 1104   a. C............ A invasão dórica do Peloponeso, onde estava localizado o altar de Júpiter, em Olímpia, vem interromper inteiramente a celebração dos Jogos Herácleos, mais tarde chamados de Olímpicos.

EM 884 a.C............Ífitos, rei da Élida, Lucurgo, legislador de Esparta e Cleóstenes, de Pisa, decidem fazer celebrar regularmente, de quatro em quatro anos, os Jogos Olímpicos, obedecendo, assim, ao que lhes aconselhava o Oráculo de Delfos, a fim de cessar a peste e a guerra que lavravam no Peloponeso.

EM  776  A.C.........Primeira Olimpíada....... Os eleatas abrem um registro cronológico com a inscrição do  Coerebus, seu compatriota, como vencedor da corrida do estádio, prova única que se compunha o programa olímpico da época. Esta é a primeira data positiva não só da história grega, mas também da história europeia.


EM  752 a.C............ Sétima Olimpíada. Daikles de Messênia, é o primeiro atleta a receber, pela sua vitória, uma coroa de oliveira tirada da árvores sagrada.


Em 740  a. C..........Décima Olimpíada. Os pisatas são reintegrados na direção das olimpíadas.

EM 724 a.C.............. Décima quarta Olimpíada. A corrida simples do estádio, até então a única prova do programa olímpico, teve como acréscimo, a corrida dupla do estádio, ou diaulos, correspondente, mais ou menos, aos nossos 400 metros.


EM 720 a.C................Décima quinta Olimpíada. O programa das olimpíadas amplia-se com a corrida de resistência, chamada dólica, disputada em 4, 7, 12 e 24 vezes a extensão do estádio.

EM  708 a.C.................Décima oitava Olimpíada. Começa  a ser disputada a luta corpo a corpo, como também o Pentatlo, concurso atlético composto de salto de extensão, da corrida do estádio, dos arremessos do disco e do dardo e da luta. Verifica-se que um só dia é insuficiente para a disputa completa do programa olímpico, que é ampliado.

EM  696 a. C....................Vigésima primeira Olimpíada. Primeira vitória de um ateniense, pois até então as vitórias pertenciam aos espartanos e messênios.

EM 688   a.C.....................Vigésima terceira Olimpíada. O pugilato entra  no programa. Primeira vitória de um grego colonial, da Ásia Menor.

Em 680  a. C................... Vigésima quinta Olimpíada. Introduz-se no ambiente olímpico a corrida de carros, um dos mais fortes motivos do esplendor e decadência dos jogos.

EM 672    a. C......................Vigésima sétima Olimpíada. Primeira vitória de um grego da Itália do Sul ( Magna Grécia).
EM  648  a.C.......................Trigésima terceira Olimpíada. Introdução do Pancrácio, combinação da luta e do pugilato.


EM 628 a.C.....................Trigésima oitava Olimpíada. Adota-se o Pentatlo para meninos, imediatamente abolido para as olimpíadas seguintes.

EM 592  a.C......................Quadragésima sétima Olimpíada. Solón reduz a pensão que o governo ateniense dava aos vencedores.

EM 585  a. C..................Quadragésima oitava Olimpíada. Os Jogos Píticos passam a ser disputados de quatro em quatro anos.

EM  580 a.C.................. Quadragésima nona Olimpíada. São introduzidos no programa concursos de música e poesia. As mulheres são autorizadas a participar.

EM  575 a.C................Quinquagésima segunda Olimpíada.Começam a ser celebrados os Jogos Nemeus, em Neméia.

EM 520 a.C............. Sexagésima quinta Olimpíada. Introduz-se a corrida para hoplitas, soldados completamente armados e a luta para meninos.


EM  490 a.C..........Septuagésima segunda Olimpíada. Os gregos  derrotam os persas na planície de Maratona, dano provas impressionantes do valor da sua educação física, entre elas o episódio que deu origem à moderna corrida da Maratona.

EM 476 a. C...............Septuagésima sexta Olimpíada. Chegam ao seu apogeu os Jogos Olímpicos.

EM 470 a. C.................Nonagésima Olimpíada. Os espartanos, momentaneamente vencidos, são excluídos dos Jogos Olímpicos.

EM  456 a.C....................Octogésima primeira Olimpíada. Fica concluído o Templo de Zeus, em Olímpia e a famosa Estátua de Júpiter Olímpico, em ouro e prata.


EM  408  a.C..............Nonagésima terceira Olimpíada. São instituídos concursos de arautos e trombeteiros.

EM 364 a.C..................Centésima quarta Olimpíada. Cerca de dois séculos ( 50 Olimpíadas) depois, abandona-se, no apogeu da carreira do famoso Praxíteles, a representação escultural de modelos esportivos.

EM 350 a.C..................Centésima oitava Olimpíada. Licurgo teria feito construir, a partir deste ano, o estádio de Atenas, destinado às Festas Panatanéias. E que, restaurado em nossa época, foi utilizado para a I Olimpíada dos Tempos Modernos, em 1896 e para os Jogos Para-helênicos de 1908.

EM 200 a.C...............Centésima quadragésima quinta Olimpíada. Entra no programa a disputa do pancrácio para meninos.
ANO I ANTES DE CRISTO..............Celebra-se a 195 * Olimpíada, uma das últimas da tabela de duzentas Olimpíadas,desde a primeira no ano 776 a.C.

ANO 180 d.C..................240* Olimpíada. Herodes Ático manda reconstruir o estadio das panatenéias, que Licurgo construíra cerca de 500 anos antes.

ANO 385.................290* Olimpíada. Penúltima dos tempos clássicos.

ANO 392..................O imperador romano Teodósio I suprime oficialmente os Jogos Olímpicos, três anos depois de 291* Olimpíada.

MÍLON  DE  CROTONA
Um dos mais célebres atletas da Grécia. Diz-se que por seis vezes foi vencedor na luta dos Jogos Olímpicos e ao se apresentar pela sétima vez em Olímpia, não pode combater por falta  de adversários. Era dotado de uma extraordinária força, contando-se dele coisas espantosas. Segurava uma romã na sua mão e, pela simples aplicação dos dedos, sem esmagar ou apertar o fruto, mantinha-o tão bem que ninguém conseguia arrancar-lhe a fruta da mão. E várias outras histórias cercavam a existência desse fenomenal atleta.

A confiança que tinha nas suas forças terminou por lhe ser fatal,pois resolveu acabar de quebrar ,com as suas ,mãos, um velho carvalho. Mas, com o esforço que fez as cunhas se soltaram, as duas partes da árvore se reuniram, prendendo as suas mãos. Não conseguindo retirá-las, foi devorado pelos lobos.
Segundo alguns autores, um leão o matou. A história desse atleta faz parte das lendas populares gregas.


Fonte de pesquisa.....Universo e Humanidade....v 1....Douglas Michalany
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