segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

NOMES BRASILEIROS

        NOMES   BRASILEIROS  CURIOSOS


O Brasil é constituído por uma população muito alegre e divertida. Um povo que dá jeitinho para tudo. Isso acontece também nas famílias, por ocasião da escolha dos nomes de seus filhos.
Não estou ridicularizando ninguém, mas que se tornou  marca registrada do povo brasileiro  pessoas com nomes estranhíssimos, se tornou sim! Muitas vezes esses nomes surgem de mistura de vários outros; são os pais querendo homenagear os avós, tios ou padrinhos das crianças; e o que sai desse mistura toda?
Vamos conhecer alguns desses nomes tão pitorescos?
Eles foram selecionados através de listas em cartórios e também pelas listas do Sus (Sistema Único de Saúde).


  1. Abrilina Décima Nona Caçapavana Piratininga de Almeida
    Acheropita Papazone
    Aeronauta Barata
    Agrícola Beterraba Areia
    Agrícola da Terra Fonseca
    Alce Barbuda
    Aleluia Sarango
    Alfredo Prazeirozo Texugueiro
    Alma de Vera
    Amado Amoroso
    Amável Pinto
    Amazonas Rio do Brasil Pimpão
    América do Sul Brasil de Santana
    Amin Amou Amado
    Amor de Deus Rosales Brasil 
    Antônio Americano do Brasil Mineiro
    Antonio Camisão
    Antonio Dodói
    Antonio Manso Pacífico de Oliveira Sossegado
    Antônio Morrendo das Dores 
    Antonio Noites e Dias
    Antonio Pechincha
    Antônio Querido Fracasso
    Antonio Treze de Junho de Mil Novecentos e Dezessete
    Antônio Veado Prematuro
    Apurinã da Floresta Brasileira
    Araci do Precioso Sangue
    Argentino Argenta
    Aricléia Café Chá
    Arquiteclínio Petrocoquínio de Andrade
    Asteróide Silvério

  2. Bandeirante do Brasil Paulistano
    Barrigudinha Seleida
    Bartolonildo
    Benedito Autor da Purificação
    Benedito Camurça Aveludado
    Bispo de Paris
    Bizarro Assada
    Boaventura Torrada
    Bom Filho Persegonha
    Brandamente Brasil
    Brasil Washington C. A. Júnior
    Brígida de Samora Mora
    Bucetildes (chamada, pelos familiares, de Dona Tide)


    Cafiaspirina Cruz
    Caius Marcius Africanus
    Carabino Tiro Certo
    Cantinho da Vila Alencar da Corte Real Sampaio
    Caso Raro Yamada
    Céu Azul do Sol Poente
    Chananeco Vargas da Silva
    Chevrolet da Silva Ford
    Cincero do Nascimento
    Cinconegue Washington Matos
    Clarisbadeu Braz da Silva
    Colapso Cardíaco da Silva
    Comigo é Nove na Garrucha Trouxada
  3. Confessoura Dornelles
    Crisoprasso Compasso


  4. Danúbio Tarada Duarte
    Carvalho Santinho
    Deus É Infinitamente Misericordioso
    Dezêncio Feverêncio de Oitenta e Cinco
    Dignatario da Ordem Imperial do Cruzeiro
    Disney Chaplin Milhomem de Souza
    Dolores Fuertes de Barriga
    Dosolina Piroca Tazinasso

    Ernesto Segundo da Família Lima 
    Esdras Esdron Eustaquio Obirapitanga
    Esparadrapo Clemente de Sá
    Espere em Deus Mateus
    Estácio Ponta Fina Amolador
    Éter Sulfúrico Amazonino Rios
    Ernando junior

    Faraó do Egito Sousa
    Fedir Lenho
    Felicidade do Lar Brasileiro
    Finólila Piaubilina
    Flávio Cavalcante Rei da Televisão
    Francisco Zebedeu Sanguessuga
    Francisoreia Doroteia Dorida
    Fridundino Eulâmpio

Graciosa Rodela D’alho

Hidráulico Oliveira
Himineu Casamenticio das Dores Conjugais
Holofontina Fufucas
Homem Bom da Cunha Souto Maior
Horinando Pedroso Ramos
Hugo Madeira de Lei Aroeiro
Hypotenusa Pereira

Ilegível Inilegível
Inocêncio Coitadinho
Isabel Defensora de Jesus
Izabel Rainha de Portugal

Janeiro Fevereiro de Março Abril
João Bispo de Roma
João Cara de José
João Cólica 
João da Mesma Data
João de Deus Fundador do Colto
João Meias de Golveias
João Pensa Bem
João Sem Sobrenome
Joaquim Pinto Molhadinho
José Amâncio e Seus Trinta e Nove
José Casou de Calças Curtas
José Catarrinho
José Maria Guardanapo
José Padre Nosso
José Teodoro Pinto Tapado
José Xixi
Jovelina Ó Rosa Cheirosa
Jotacá Dois Mil e Um Juana Mula
Júlio Santos Pé-Curto

Lança Perfume Rodometálico de Andrade 
Leão Rolando Pedreira
Leda Prazeres Amante
Letsgo Daqui 
Liberdade Igualdade
Fraternidade Nova York Rocha
Lindulfo Celidonio Calafange de Tefé
Lynildes Carapunfada Dores Fígado

Manganês Manganésfero Nacional 
Manolo Porras y Porras
Manoel de Hora Pontual
Manoel Sovaco de Gambar
Manuel Sola de Sá Pato
Capitulina de Jesus Amor Divino
Marciano Verdinho das Antenas Longas
Maria Constança Dores Pança
Maria Cristina do Pinto
Maria da Segunda Distração 
Maria de Seu Pereira
Maria Humilde
Maria Máquina
Maria Panela
Maria Passa Cantando
Maria Privada de Jesus
Maria Tributina Prostituta Cataerva
Maria-você-me-mata
Mário de Seu Pereira
Mijardina Pinto
Mimaré Índio Brazileiro de Campos
Ministéio Salgado

Naida Navinda Navolta Pereira
Napoleão Estado do Pernambuco
Napoleão Sem Medo e Sem Mácula
Natal Carnaval 
Necrotério Pereira da Silva
Novelo Fedelo

Oceano Atlântico Linhares
Olinda Barba de Jesus
Orlando Modesto Pinto 
Otávio Bundasseca
Pacífico Armando Guerra
Padre Filho do Espírito Santo Amém
Pália Pélia Pólia Púlia dos Guimarães Peixoto
Paranahyba Pirapitinga Santana
Penha Pedrinha Bonitinha da Silva
Predileta Protestante
Peta Perpétua de Ceceta
Placenta Maricórnia da Letra Pi 
Plácido e Seus Companheiros
Pombinha Guerreira Martins
Primeira Delícia Figueiredo Azevedo
Primavera Verão Outono Inverno
Produto do Amor Conjugal de Marichá e Maribel
Protestado Felix Correa

Radigunda Cercená Vicensi
Remédio Amargo
Ressurgente Monte Santos
Restos Mortais de Catarina 
Rita Marciana Arrotéia 
Rocambole Simionato
Rolando Caio da Rocha
Rolando Escadabaixo
Rômulo Reme Remido Rodó

Safira Azul Esverdeada
Sansão Vagina
Sebastião Salgado Doce
Segundo Avelino Peito
Sete Chagas de Jesus e Salve Pátria
Simplício Simplório da Simplicidade Simples
Soraiadite das Duas a Primeira

Tropicão de Almeida

Última Delícia do Casal Carvalho
Último Vaqueiro
Um Dois Três de Oliveira Quatro
Um Mesmo de Almeida
Universo Cândido

Valdir Tirado Grosso
Veneza Americana do Recife
Vicente Mais ou Menos de Souza
Vitória Carne e Osso
Vitimado José de Araújo
Vivelinda Cabrita
Voltaire Rebelado de França

Zélia Tocafundo Pinto




Estão espantados? Ainda tem muito mais! A lista de nomes próprios brasileiros parece ser interminável! A imaginação do povo é incrível! E o pior: os cartórios
brasileiros continuam, registrando as crianças com nomes totalmente fora de lógica. A lei permite, não é mesmo? E com isso, apesar da total falta de informação dos pais, nomes estranhos são colocados nos filhos que, com toda a certeza, levarão consigo, em sua identidade, problemas difíceis de serem solucionados, sofrendo, com isso, toda a sorte de humilhações e zombarias por parte dos que possuem nomes " normais"!

No Estado do Amazonas é muito comum encontrar nomes assim.Em toda a Região Norte e Nordeste esses registros acontecem com mais frequência.Porém, muitos também pertencem as Regiões  Centro-Oeste e Sudeste.

Eu mesma conheci uma jovem que odiava o próprio  nome , mesmo sabendo que tinha sido o nome de várias princesas europeias, principalmente em Portugal. Isso nunca lhe serviu de consolo e ela sofreu muito no período escolar, com a zombaria dos colegas de turma. O nome dela é  Urraca Maria.....
É claro que o povo não perdoa, não é mesmo? E, naquela época, não existia essa lei que facilita mudança de nome caso a pessoa esteja sofrendo constrangimentos com isso.
Por isso mesmo, muito cuidado na hora de escolher o nome para seu filho!





FONTES:
http://nomesestranhos2013.blogspot.com.br/2013/02/nomes-estranhos-lista-completa-de-a-z.html

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

A RIQUEZA DA VIDA

     NOSSA ENERGIA INTERIOR

Dentro de nós existem  mananciais inexplorados de energia, capazes de nos sustentar nos momentos de maior angústia!
Vivemos entre lágrimas e risos, enfrentando as crises mais diversas, graves ou passageiras. 


Pelo simples fato de sermos pessoas, estamos constantemente em dificuldades, sejam elas sentimentos feridos, desejos frustrados, amor não correspondido, muitos desgostos e, em alguns casos, até mesmo a  solidão.
O problema maior não se limita ao fato dos problemas surgirem a todo instante, mas sim, resulta em não sabermos como enfrentá-los de maneira adequada.Vivemos a vida de maneira intensa, quase louca, nos movimentando  em festas sempre que estas aparecem; trabalhando com tanta intensidade. que ne nos damos conta de que o trabalho deve ficar no escritório e não se tornar parte da familia; investimos em pessoas que amamos muito; e reprimimos as nossas mágoas a tal ponto que acabamos por deixar que as doenças apareçam e nos coloquem no chão.
O pior de tudo isso é que nos refugiamos na amargura, acusando utras pessoas do nosso fracasso e da nossa dor, a vida, Deus, a alguém, por ter nos atirado na queda.


A verdade é que, quando estamos cheios de problemas, descobrimos rápida e dolorosamente o tipo de reservas interiores, inesgotáveis tesouros intelectuais e emocionais que possuímos, bem escondidos em nosso intimo, todos guardados para essas eventualidades.
As pessoas não conseguem superar as tensões e as inúmeras pressões que a vida nos oferece todos os dias.É uma pena, pois a nossa vida, em sua maioria, recebe, todos os dias, pequeninos pedacinhos de felicidade.
A trama da nossa existência é tecida dessa forma. Nenhum dos fios da rede da vida , por si só, tem largura suficiente para amortecer uma dor, mas todos juntos, formam um grande abrigo que ameniza o sofrimento, diminui a angustia e suaviza a tristeza até o ponto em que ela possa ser suportável.
A pequenina felicidade é passageira, as nós podemos torná-la uma constante. Em nossas entes realizam-se todos os eventos; todas as alegrias vivem, todos os sofrimentos encontram uma forma de serem superados.


Não podemos fugir a realidade e não entender que o sofrimento faz parte. Mas, podemos construir para nós um caminho mais ameno para que a vida valha a pena ser vivida sempre.Não podemos fugir da dor, mas podemos aprender a abraçar os pensamentos e atitudes de utras pessoas, que antes de nós, aprenderam a desfrutar da beleza desse mundo e gravaram as suas descobertas  utilizando livros, telas ou na  música.
Como poderá uma pessoa reagir melhor ao sofrimento se não houver  a crença de que a oração consola, fortalece e suaviza?
Como poderá uma pessoa  reagir melhor a dor se não acreditar que não deve travar uma batalha sozinha e que pode contar com uma legião de pessoas para a ajudar?
É necessário que se amplie essa enorme reserva espiritual que existe dentro de nós para que, nos momentos aflitivos, possamos estar prontos para utilizá-la.
As pessoas que melhor suportam o sofrimento imposto pela vida são as que aceitaram a vida como coisa difícil mas que estão preparadas para caminhar de encontro ao perigo, enfrentando todas as dificuldades e fazer sempre o que realente for necessário para suplantar tudo isso.


Somos num sentido mais profundo aquilo que nossos relacionamentos com outras pessoas fazem de nós. Só a permanência da solidariedade em nossa vida fará com que ela não se torne frágil e sem sentido. Se nós conseguirmos manter viva as chamas da compreensão e da compaixão, certamente, nos momentos mais difíceis, nos sentiremos mais  fortes e mais tranquilos, diante das agruras impostas pela vida.
Outra forma de conseguirmos superar os momentos difíceis da dor é com o trabalho; ocupar o tempo fazendo algo que se torne proveitoso é muito importante. Quanto mais criativa for nossa atitude em relação ao trabalho, mais boas energias conseguiremos guardar dentro de nos mesmos.Isso fortalecerá nossa alma diante dos momentos mais complicados e dolorosos.
Diante de tantos problemas apresentados no nosso cotidiano, não podemos, jamais, perder a fé. Não podemos negar que tragédias são realidades e que muitas vezes, a dor parecer se tornar insuportável. Mas, se tivermos fé, se acreditarmos que a fé muda tudo, com certeza todo esse sofrimento será amenizado e  conseguiremos superar tudo isso com mais força e coragem. Aprender a fazer o bem, aprender a rezar , aprender a edificar nossos valores, tudo isso ajudará e muito a nossa cainhada pelos caminhos difíceis da vida.


O mais importante que tudo: nunca nos esquecermos de que, tanto na alegria como na dor, a vida em si é muito preciosa. Talvez nunca precisemos pedir que ela nos dê mais do que isto: uma oportunidade para ser o que tivermos capacidade para ser; vivenciar o que pudermos vivenciar e amar tudo o que pudermos amar!
Porque ela sabe, a Vida sabe o quanto podemos ou não suportar! Cabe a nós, acima da dor e do sofrimento, fazer com que ela, a Vida, valha a pena!






ACABANDO COM A RAIVA

RAIVA- UMA EMOÇÃO QUE PASSA DOS LIMITES

Vamos falar sobre um assunto que incomoda muita gente e tira muita gente " do sério": a Raiva!
Segundo alguns mitos existentes na Psicologia, não reprimir a raiva e crucial para a saúde e para a felicidade. Essa é a opinião dos ventilacionistas.
Mas, você sabe o que vem a ser um ventilacionista?
São as pessoas que defendem um ponto de vista baseado na crença que é pouco saudável reprimir os sentimentos. Alguns deles vão mais longe, afirmando que, ao expandirmos as nossas emoções, eliminamos tensões e dominamos dores e males, e promovemos, com o próximo,relações muito mais significativas!
Tornou-se muito comum a crença de que descarregar sentimentos é benéfico. As pessoas  acham que é de grande validade, a ação de bater, quebrar,jogar coisas, enfim,destruir algo quando alguém se sente frustado ou furioso.



Porém, será que é mesmo assim? Muitos sente-se perplexos quanto ao seu próprio comportamento.   Alguns  reagem com irritação à insatisfação dos seus desejos; outros sofrem as injustiças em silêncio. Mas, quem estará com a razão?
Através de muitas experiências, descobriu-se que, segundo o psicólogo Jack Hkanson, Califórnia, Estados Unidos, a agressividade é uma condição catártica. Verificou que, numa Universidade, a pressão sanguínea dos estudantes irritados volta mais rapidamente ao normal quando eles podem revidar contra a pessoa que os enfureceu. Se se tratasse de um professor, a retaliação não teria o mesmo poder de catarse. Demonstrar ira para com um superior é, em si, uma ação que prosuz ansiedade. Longe de reduzir a cólera, complica ainda mais a situação.



Continuando em suas pesquisas, Hokanson concluiu que catarse da agressão é uma reação a raiva anteriormente aprendida; não é uma manifestação instintiva. A reação aprendida funciona da seguinte maneira: alguém nos irrita, a tal ponto, que perdemos o controle. Então, vem a nossa reação: batemos, xingamos... Todas essas reações fazem diminuir a subida física dos sentimentos de cólera e simultaneamente a sensação do que " nosso sangue está fervendo".  Ao mesmo tempo, adquirimos o hábito de catarse.
Esse hábito não significa, de modo nenhum, que iremos nos zangar com menos frequencia ou intensidade. Significa, apenas, que, se estivermos furiosos, estaremos também propensos a agir, como já feito anteriormente, a praguejar, gritar, bater, a revidar a agressão sofrida.
As teorias atualmente mais divulgadas concentram-se no que uma pessoa deveria fazer para parar a chegada da cólera, essa raiva mal contida: qualquer emoção passará se a pessoa conseguir esperar  tempo suficiente, sem revidar!
E por isso, que o clássico conselho " contar até 10" antes de agir permanece firme e válido!
Muitos psicólogos já estudaram as causas da reação da raiva com a raiva e isso não é a solução. A exteriorização da raiva por meio de gritos e insultos e até mesmo através de agressão física não reduz a ira e nem resolve o problema, pelo contrário, só aumenta mais ainda  a situação. A menor contrariedade, quando é exprimida de maneira hostil, pode explodir e até provocar uma altercação muito mais grave.



A cólera e a sua expressão não podem existir no vazio. Em todas as áreas de nossa vida, procedemos as escolhas quanto ao nosso comportamento, como e quando devemos falar, se devemos ou não revelar uma raiva verdadeira. O controle da cólera poderá ser " ruim" se, de fato, por não colocarmos para fora, continuarmos tensos e nervosos; a expansão dessa cólera poderá ser " ruim" se, ao perdermos o controle, fizermos piorar uma situação já bastante complicada.
Como demonstram os estudos da catarse, o que devemos fazer diante da reação de uma ação encolerizada é...não fazer nada! Se não dermos demasiada importância à situação, ela frequentemente se revelará irrelevante e mais depressa será esquecida. Fácil? Não, não é! Mas, se ficarmos calados, ganhamos tempo para esfriar a cabeça e então decidir melhor sobre a solução do problema.
Existem três maneiras de se  controlar a raiva:
 -como enfrentar a própria cólera; como controlar as reações violentas; como se comportar de aneira construtiva. Existem clínicas especializadas para esse tipo de tratamento , e ações terapêuticas de igual forma, que muito ajudam nesse controle pessoal, como a ioga, por exemplo, a meditação, entre tantos outros.
A raiva é, muitas vezes, suscitada pelas declarações que fazemos quando nos provocam:
-Quem ele pensa que é para falar assim comigo?
-Você está pensando que é que?
E assim, tudo começa! 
Muita gente acredita que, falando a respeito do assunto que nos irrita, alivia a tensão e isso resolve  problema. Conversar sim, pode até ajudar, porém aumentar a discussão, não. Existem ocasiões em que nem sempre o fato de falar de uma emoção abranda o  sentimento podendo até, aumentar mais ainda  problema. Enquanto as razões de queixa são enumeradas, nossa emoção aumenta de novo e ficamos tão zangados como estávamos quando tudo começou. É uma bola de neve  descendo a montanha em grande velocidade. A cólera alimenta-se por si só!
A decisão para continuar ou não a discussão é nossa. Se quisermos que a nossa ira se dissipe, temos de ficar calados e esperar a calma voltar. 



A utilização moral da raiva requer uma escolha consciente e uma adesão à razão. Contra grandes afrontas devemos lutar e principalmente, aprender a distinguir umas das outras.
Aprender a lutar contra os vários tipos de raiva existentes em nossa vida não é nada fácil:
-A raiva pode ter diversas origens, tais como:
  •  Desejo de vingança: Quando alguém foi de alguma forma insultado, ou prejudicado por outra pessoa, e sente o desejo que ela sinta o mesmo que está sentindo.
  • A Inveja: Uma pessoa pode sentir raiva de outra pelo fato desta ter algo que aquela gostaria para si, no entanto, como não possui recursos próprios para adquirir estes objetos de desejos, e pela sua imaturidade moral, passa a sentir raiva de quem os têm.
  • O Ego: Uma pessoa pode sentir raiva de uma outra pelo fato desta ter afrontado ou ridicularizado o seu ego. A raiva, neste caso, é uma tentativa de proteção ao impor-se uma postura agressiva diante da afronta.O Instinto de Superioridade: Uma pessoa que no seu íntimo tem a falsa percepção de superioridade em relação aos demais, quando se vê em uma situação em que não é compreendida ou aceita como gostaria que o fosse, utiliza-se da raiva como mecanismo de evasão dos seus instintos violentos, afligindo a todos que encontram-se ao seu lado.
  • Falta de União dentro da Familia: Pode ocorrer quando os pais não dão a devida atenção aos filhos, desinteressando-se pelos problemas que venham a afligir a todos. Inconscientemente o indivíduo começa a ressentir-se, o que ao longo dos anos pode gerar raiva acumulada. O nascimento de um irmão também é a causa, chegando a ser mais um ciúme, transformando-se, no futuro, em uma raiva mal contida. 
  • Comportamento social: é bem comum acidentes automobilísticos devido a "raiva descontrolada" de motoristas que não se conformam em serem ultrapassados por outros carros, e ao invés de facilitar a ultrapassagem terminam expondo o outro automóvel a perigos que podem resultar em um acidente. Cito, ainda,  raiva descontrolada nos restaurantes, nas filas de espera, em lojas e cinemas.
  • Sendo assim, vamos aprender a controlar a nossa raiva nos momentos em que ela surge, para que a ira não acarrete em mais  violência.
  • Precisamos de Paz e não mais de tanto Ódio!
  • O mundo necessita dessa Paz!
Pesquisa feita:
Ray Novaco, Universdade da Califórnia, Irvine
Jack Hokanson,Universidade Estado da Flórida
Seleções Reader's Digest
Wikipédia

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

FRACASSO: INIMIGO OU AMIGO?

    VENCENDO COM O FRACASSO



Numa sociedade em que se dá tanta importância ao fato de se vencer na vida, deixa-se de reconhecer que aquilo que parece fracasso pode se transformar em algo muito benéfico.
As pessoas, regra geral, tem tendência para aquilo que o semanticista S.I.Hayakawa chamava de " orientação bivalente". Estou citando sobre a possibilidade de ver os dois lados da questão, como se ela  tivessem mesmo apenas dois lados. Penso que todas as pessoas olham para o sucesso ou para o fracasso como se nada mais existisse além disso, quando, na realidade, dentro desses dois processos existem inúmeras variações. Como  Hayakawa  definia, existe uma enorme diferença entre " eu-fracassei-três-vezes" e o " eu-sou-um-fracassado!"
Na realidade, esses termos tão utilizado, fracasso  e sucesso não podem nunca ser aplicados com absoluta certeza a ninguém, pois o ser humano é muito complexo, cheio de vida e mutável. Tudo o que essas palavras conseguem fazer é apenas descrever uma determinada situação ou acontecimento, em algum momento específico ou lugar.



É claro que ninguém pode ter sabedoria em tudo. O que acontece é que obter sucesso numa determinada ocasião pode  impedir que aconteça uma  situação semelhante em outra.
Certos tipos de sucesso podem ser realmente muito destrutivos. O perigo de um êxito prematuro é particularmente grave quando uma criança revela talento especial para algo e dela tudo é exigido para o seu sucesso seja total.
O sucesso conquistado com muita facilidade também se torna extremamente prejudicial, totalmente nocivo. A criança que recebe um prêmio por um trabalho escolar insignificante ou o adulto que se distingue em seu primeiro emprego por uma questão de sorte irão, provavelmente sofrer grandes decepções no futuro, ladeados por grandes aborrecimentos, pois não saberão enfrentar e nem resolver os problemas realmente sérios.
O sucesso também pode se tornar algo terrível quando adquirido à custa de todo o valor de ua experiência.. è o caso de estudantes bem sucedidos que podem se tornar tão obcecados por conseguirem notas cada vez mais altas que jamais conseguem desfrutar dos anos escolares, como no caso das crianças chinesas e japonesas. Nunca percorrem para novos setores mais tentadores porque não tem coragem de arriscar o seu nível de aproveitamento.
O sucesso, muito simplesmente, pode exigir um preço altíssimo,um esforço hercúleo, como uma competição, seja na vida profissional, na vida pública,na vida pessoal, a qual acaba se deteriorando, u tendo como o auge, a perda da própria integridade, ao usar da bajulação, da mentira, vencendo por meio de atitudes de caráter duvidoso. Acima de tudo, esse preço pode ser muito oneroso se resultar no medo - o medo do sucesso não se repetir.
Por que tantas pessoas temem o fracasso? Porque ninguém nos ensina como fracassar de modo que os fracassos se convertam em experiências bem aproveitadas. Nunca nos lembramos que o fracasso faz parte da condição humana e que todo mundo tem o direito de vencer ou fracassar.
Muitos pais se esforçam para que o fracasso não os atinja, na figura dos filhos.Parece que querem esconder, deles, a história de que eles mesmos, pais, também já fracassaram;A imagem de pais perfeitos deve sempre existir. Isso é um grande erro.Por isso, os pais agem de maneira errada. Um dos meios utilizados é baixar os padrões de avaliação.Qualquer coisa que os filhos façam " está perfeito". Outro, é transferir culpas. Se seu filho foi reprovado na escola é porque o professor é ruim e a escola é péssima( sempre escuto isso).
O problema com os estratagemas para se evitar o fracasso é que eles deixam a criança desarmada para a vida e o mundo real.O jovem necessita de aprender que ninguém pode ser o melhor em tudo, que ninguém pode vencer sempre; que é possível a gente se divertir com um jogo, mesmo que não se ganhe.Uma criança que não esta no quadro de honra da sua escola, que não foi convidada para uma festinha de aniversário ou não faz parte do time esportivo da escola se sente diminuída mas os pais não devem confortá-la logo com um prêmio de consolação, nem ficar dizendo que " está tudo bem", porque não está e a criança sente isso. Deve-se deixar que ela sinta o desapontamento, e depois  deve ser ensinada como superar tudo isso.
O fracasso jamais é agradável, pois magoa adultos e crianças, mas pode constituir uma formação positiva para toda a vida, uma vez que eles aprendam a usar isso corretamente.Pergunte a sui mesmo que é que fez de errado e cm pode melhorar tudo isso. Se alguém puder ajudá-lo, não deve ter medo de aceitar a ajuda.
O sucesso que encoraja a repetição de um antigo comportamento não é nem de longe tão bom mestre como  fracasso. Mesmo que um fracasso  que pareça irreversível pode sugerir novas ideias, uma mudança de rumo.
Nesses casos, a maneira de tirar partido do fracasso é analisar friamente a situação e perguntar: " Que devo fazer agora?"
Por estranho que pareça o fracasso, muitas vezes traz consigo um tipo muito peculiar de liberdade. Mesmo um vigoroso fracasso na vida pode ser seguido por uma sensação  de alivio tipo " poderia ter sido pior!'


O fracasso nos dá a liberdade de enfrentar riscos porque não há mais nada a se perder. Muitas vezes acontece uma nova carga de energia, uma gama de possibilidades para novas investidas.
Se compreendermos o fracasso, ele poderá contribuir muito para o aperfeiçoamento individual de cada um e um condutor a melhores relações pessoais. A pessoa declaradamente" bem sucedida" muitas vezes permanece num mundo de isolamento, repleto de autoproteção mas é no fracasso que se revela essa coisa mais simples que é a vulnerabilidade humana.
Embora possamos invejar a sensação de segurança que vem com o sucesso, podemos aprender muito mais cm  fracasso.
Ralph Waldo Emerson afirmou certa vez:
- O sucesso de um homem é feito de fracassos, porque ele tenta e se arrisca diariamente e quanto mais tombos der mais rápido progride. Tenho ouvido dizer que, em equitação, o bom cavaleiro não é aquele que jamais caiu; ele nunca será bom cavaleiro enquanto não cair, mas,  a partir daí, deixará de ficar obcecado pelo temor da queda e cavalgará para onde bem quiser"!