sábado, 11 de abril de 2015

A MARAVILHOSA TORRE EIFFEL

A Torre Eiffel é a mais alta torre do mundo, com 324  m de altura, aproximadamente. Foi construída no espaço de dois anos ( 1887-1889), pelo engenheiro francês Alexandre Gustavo Eiffel, morto em 1923, aos 91 anos de idade. A 28 de janeiro de 1887, deu ele inicio aos trabalhos de fundação. Eiffel era especialista em construções metálicas e disso fez provas ao construir a ponte de Bordéus. A obra gigantesca que foi inaugurada a 10 de junho d 1889, custou na época perto de 6.500.000 francos-ouro. pesa cerca de 10.000.000 kg, inclusive os seus alicerces.
Diz-se que nela se empregaram 18.000 peças de metal. " Tem três plataformas acessíveis ao público, por meio de escadas ou elevadores; a primeira, a 57 m; a segunda, a 115 m; e a terceira,a 276 m. Por cima da terceira plataforma, uma espécie de campanário sustenta, na junção dos seus quatro arcos, um farol encimado, por sua vez, por uma quarta plataforma que fica 300 m acima do solo; é usada pelos meteorologistas para o estudo do decréscimo da temperatura em alturas diferentes, para a observação das variações do vento,para a verificação da quantidade de chuva que cai em diferentes alturas e para a verificação da densidade das nuvens".
A escada que vai até os 324 m de altura constitui-se de 1.792 degraus.
A Torre Eiffel é o monumento mais visitado em toda a Paris. Ela recebe, anualmente, mais de 7 milhões de visitantes o que a tornou um símbolo da cidade de Paris e da França.
 Com seus 303 metros de altura (sem contar as antenas ali instaladas), ela pesa mais de 10.000 toneladas e é constituída de 18.000 peças de metal unidas por 2.500.000 rebites. Sua pintura já foi renovada cerca de 20 vezes e ela chegou a perder 1.340 toneladas supérfluas durante uma grande reforma em 1985. Para chegar aos dois primeiros andares, é preciso utilizar os elevadores ou subir as escadas – são 704 degraus até o segundo andar. A subida permite ao visitante admirar de maneira privilegiada o coração da estrutura metálica da Torre, bem como ter acesso a diversos ângulos de visão da capital.

Do segundo andar pode-se avistar os mais importantes monumentos da capital, como a  Catedral Notre-Dame, o Louvre e sua Pirâmide, o Arco do Triunfo e até mesmo, ao longe, o Palácio de Versalhes.   Cada andar coloca à disposição do visitante um imenso leque de escolhas panorâmicas, culturais ou gastronômicas: o trajeto “A epopéia da Torre Eiffel” e a sala de projeções Cineiffel no primeiro andar com suas imagens insólitas da Torre, o restaurante gastronômico Le Jules Verne no segundo andar, o escritório de Gustave Eiffel reconstituído e, no último andar, o bar vertiginoso onde serve-se apenas champanhe… Com o pôr-do-sol, a partir da Torre, cujo acesso é permitido até às 23 horas, a cidade-luz se desnuda, oferecendo ao visitante um verdadeiro espetáculo repleto de luzes vivas e coloridas que destacam-se sobre um fundo de noite estrelada.

FONTES: Curiosidades...volume um....pág.82/83
                   Wikipédia

domingo, 22 de março de 2015

CIDADES VIOLENTAS

  A violência nas grandes cidades brasileiras ficou mais grave entre os anos de 2013 e 2014. É o que constata um levantamento feito pela ONG mexicana Conselho Cidadão para a Segurança Pública e Justiça Penal. A instituição analisou as taxas de homicídios de cidades com mais de 300 mil habitantes em todo o mundo e compilou as informações em um ranking com os 50 municípios mais violentos.
                                       
JOÃO PESSOA

A cidade mais violenta do Brasil, segundo os critérios da ONG, é João Pessoa, na Paraíba. Ela é considerada a quarta mais violenta do mundo. Nem São Paulo ou Rio de Janeiro, considerados locais violentos, estão na lista. Com a entrada de Curitiba, Porto Alegre e Teresina, o Brasil aparece com 19 cidades no ranking de 2014, três a mais do que no ano anterior. Além disso, das 13 cidades brasileiras que figuravam na lista em 2013, nove delas pioraram de posição, indicando que o número de homicídios em relação ao número de habitantes cresceu.
CUIABÁ


 O pior desempenho foi o de Cuiabá, capital do Mato Grosso, que subiu 13 posições, se tornando a 16ª cidade mais violenta do mundo. Já Belo Horizonte subiu de 44º para 42º lugar.
CAMPINA GRANDE

Guetos da violência A região que mais agrega cidades violentas é o Nordeste. Todas as capitais da área estão no ranking, que ainda inclui Campina Grande, na Paraíba, a única cidade brasileira do interior incluída na lista. Todas as demais regiões têm duas capitais no ranking, com a exceção da região Norte, que tem três cidades na lista.
Segundo o relatório da instituição, o Brasil não anda bem. Das 50 cidades que ocupam o ranking completo feito pela instituição, 15 são brasileiras: Brasília (50º), Belo Horizonte (48º), Macapá (45º), Curitiba (42º), Goiânia (34º), Recife (30º), Cuiabá (28º), Belém (26), São Luís (23º), Vitória (16º), Salvador e Região Metropolitana (14º), Fortaleza (13º), Manaus (11º), João Pessoa (10º) e Maceió (6º).

NUNCA PARAR DE ESCREVER À MÃO

Uma das práticas que estão entrando em desuso é o ato de escrever à mão. Não é de hoje que computadores e tablets têm substituído o papel e a caneta na escola, da mesma maneira que estamos cada vez mais preferindo a comunicação online, que, de novo, deixa as linhas do caderno para trás. Se você é do tipo saudosista e ainda mantém hábitos como os de enviar cartas, escrever bilhetes em papel e fazer anotações diversas, confira a seguir alguns benefícios desse  quase ausente tipo de escrita. 
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Na hora de fazer anotações em uma aula ou palestra, escrever à mão é comprovadamente o método mais eficaz para aprender de verdade aquilo que você está anotando. Essa prática estimula uma região do seu cérebro que filtra melhor o que sua mente precisa processar, fazendo com que você fique mais focado e, consequentemente, aprenda mais.
Se melhorar a qualidade do texto que você escreve é uma de suas metas, pegue um bom pedaço de papel e uma caneta que o processo já vai ter melhores resultados. Muitos, aliás, são os escritores famosos que optam por escrever à mão. Truman Capote já falou sobre suas preferências de escrita. O autor de “A Sangue Frio” revelou ter escrito sua obra sem recorrer à máquina de escrever.

Essa preferência não é idiossincrasia de escritor. Uma pesquisa publicada no ano de 2009 revelou que estudantes que usam papel e caneta fazem mais anotações, aprendem a escrever mais rapidamente e produzem sentenças mais adequadas e completas.


A internet está aí para facilitar a vida de todos, nos conectando com milhares de pessoas e deixando  acessível uma gama incalculável de informações, de todos os tipos, para todos os públicos. Por outro lado, a internet é também uma fonte inesgotável de vídeos de bichinhos fofos, pegadinhas e inúmeras outras distrações.
Ter noção de que há muita distração na rede pode fazer com que você melhore a qualidade do seu trabalho, sabia? Em vez de revezar entre escrever dois parágrafos de texto e dar uma olhadinha no Facebook, no Twitter, no Skype e no Pinterest, seria melhor deixar o computador para mais tarde, pegar um caderno e escrever. Você vai ficar muito menos distraído e o texto ficará pronto mais rápido.

Se tivermos sorte, envelheceremos. Se tivermos mais sorte ainda, envelheceremos bem. Mas não é só de sorte que se faz uma vida. Se você busca manter a saúde do seu cérebro em dia e ajudar a evitar o aparecimento de doenças como o Alzheimer, saiba que escrever à mão pode ser uma ótima pedida.
Cientificamente falando o ato de escrever, que envolve suas habilidades motoras e sua memória, é um dos exercícios cognitivos mais eficientes para quem deseja manter a mente tinindo mesmo quando a idade avança. Aprender um novo idioma também ajuda e, de novo para a ciência, não há desculpa: pessoas adultas têm mais facilidade em reconhecer novos caracteres, como ideogramas chineses, símbolos matemáticos ou notas musicais. Se conseguir escrevê-los à mão, melhor ainda.

Escrever sempre.....exercitar a memória.......excelente atividade mental......envelhecer com saúde!

É POSSÍVEL MORRER DE MEDO?




Existem pessoas que morrem de medo de altura, outras que morrem de medo de aranhas, assim como as que morrem de medo de subir em montanhas-russas e as que morrem de medo de morrer mesmo! No entanto, apesar de a expressão morrer de medo ser usada com enorme frequência e em uma grande variedade de contextos, será que alguém poderia literalmente morrer desse jeito?
De acordo com Erin McCarthy, do portal Mental_Floss, é possível que uma pessoa literalmente morra de medo sim, embora isso seja relativamente raro. Segundo explicou, quando nos vemos em uma situação que nos amedronta ou assusta, o mecanismo de “fuga ou luta” é acionado pelo nosso organismo, e uma porção de coisas começam a acontecer conosco.
Primeiro ocorre uma descarga de adrenalina que, por sua vez, faz com que o coração bata mais depressa e, assim, mande mais sangue aos músculos. Além disso, a respiração fica acelerada, as pupilas se dilatam, a musculatura fica tensa, os vasos sanguíneos mais superficiais se contraem, e algumas funções fisiológicas — como a digestão, por exemplo — desaceleram.
Todas essas respostas fazem com que nos tornemos mais rápidos e fortes do que o normal temporariamente, aumentando as nossas chances de fugir ou lutar em uma situação de perigo. O problema é que, apesar de o coração normalmente conseguir lidar com tudo isso sem maiores problemas, a adrenalina, embora seja produzida e liberada pelo nosso organismo, é uma substância tóxica que, em excesso, pode nos fazer mal.

A adrenalina age sobre os receptores existentes nas células musculares do coração desencadeando uma reação química que afeta o sistema que regula o ritmo cardíaco, fazendo com que o músculo cardíaco se contraia. Entretanto, quando a descarga dessa substância é muito grande, pode acontecer de a adrenalina fazer com que o coração se contraia e não consiga relaxar ou que ele passe a trabalhar com um ritmo que não é compatível com a vida.
Um desses efeitos é o que os cardiologistas chamam de fibrilação ventricular, que faz com que os ventrículos — que são as câmaras que ficam na parte inferior do coração — não se contraiam completamente, impedindo que o sangue seja bombeado e desencadeando a parada cardiorrespiratória.

Por sorte, esse tipo de problema não costuma ocorrer com frequência em pessoas saudáveis. Contudo, caso se trate de alguém que sofra de alguma cardiopatia — como artérias bloqueadas, por exemplo —, então a coisa muda, e o risco de morrer de medo se torna algo bastante real.
E já que estamos no assunto, Erin ainda explicou que é possível morrer de alegria também. Segundo disse, emoções positivas muito fortes também podem desencadear um processo em nosso organismo semelhante à resposta ao medo e provocar a morte do superfeliz.

FONTE

CRIMINOSOS MAIS JOVENS DA HISTÓRIA

Todos ficamos impressionados com a onda de violência que está assolando o Mundo. No entanto, mais impressionados ficamos quando toda essa violência parte de crianças e adolescentes, aparentemente sem razão nenhuma. Vamos rever aqui alguns desses casos mais marcantes.
ERIC SMITH

Aos 13 anos, Eric Smith era constantemente intimidado por colegas de escola por causa de seus óculos de lentes grossas, sardas e cabelos ruivos. Mesmo não sendo motivo para um crime bárbaro, Eric descontou a sua fúria em um garotinho de quatro anos de idade chamado Derrick Robie. Eric andava de bicicleta, próximo a um parque infantil, quando avistou Derrick e o chamou para brincar num pequeno bosque próximo. Era agosto de 1993.
Lá, a pequena criança foi estrangulada, atingida com pedras na cabeça e sofreu violência sexual. Smith não soube explicar para a polícia sobre o que o levou a cometer tamanha barbaridade. Um psiquiatra diagnosticou Smith com transtorno explosivo intermitente, uma condição na qual uma pessoa não consegue controlar a raiva. Smith foi condenado à prisão, onde permanece até hoje com 35 anos.
JOSHUA PHILLIPS
Joshua Phillips, na época com 14 anos, foi condenado pelo assassinato de uma menina de oito anos de sua vizinhança, em 1998. A vítima foi descoberta embaixo da cama do assassino pela mãe de Joshua, quando ela foi limpar o seu quarto. A menina estava desaparecida há sete dias, sendo que Joshua friamente se ofereceu como voluntário na comunidade, que convocou as pessoas para procurá-la.
De acordo com a polícia, ele a atingiu com um taco de baseball e depois a estrangulou com um fio de telefone em seu quarto, esfaqueando-a por fim com 11 punhaladas. Ele disse que o golpe com o taco foi acidental e ela começou a gritar, o que o levou aos outros incidentes que resultaram na morte. Joshua foi condenado por assassinato em primeiro grau e pegou prisão perpétua. Só não foi classificado para a pena de morte por ter menos de 16 anos na época.  Isso aconteceu em novembro de 1998.
BARRY DALE  LUKAITIS

No dia 2 de fevereiro de 1996, a Frontier Middle School foi devastada por uma ocorrência com tiros e reféns. O menino Barry Dale, de 14 anos, atirou em três pessoas que estavam em uma aula de álgebra, sendo dois alunos e um professor. Testemunhas contam que ele estava em estado delirante e “profetizador” antes dos tiros.
Ele estava vestido como um pistoleiro do Velho Oeste e armado com um rifle e duas pistolas, que pertenciam ao seu pai. Barry vinha de um histórico de doenças mentais e problemas disfuncionais em sua família.
De acordo com a investigação, Barry foi influenciado pelo videoclipe da música “Jeremy”, do Pearl Jam, em que um jovem problemático comete suicídio na frente de seus colegas e professores. Também foi relatado que ele disse: “Isso com certeza é melhor do que álgebra, não é mesmo?”, enquanto via os seus colegas em pânico, sendo uma referência de um filme de Stephen King. Barry está cumprindo prisão perpétua.

LIONEL  TATE
Uma menina de seis anos, Tiffany Eunick, foi deixada pela mãe sob os cuidados da babá Kathleen Grossett. A cuidadora a levou para a sua casa, deixando-a vendo TV com o seu filho de 12 anos, Lionel Tate. Em certo momento, ouviu alguns barulhos, mas apenas gritou para as crianças, achando que elas estavam brincando, sem verificar o que havia acontecido.
Apenas 45 minutos depois, Lionel chamou a sua mãe e disse que Tiffany não estava respirando. Ele afirmou que estava brincando de luta livre com ela, que havia batido a cabeça e morreu. Entretanto, uma das causas da morte foi uma lesão grave no fígado devido a uma pisada forte, além de diversos traumatismos e fraturas.
Lionel confessou mais tarde que saltou sobre a menina a partir da escada. Ele foi condenado à prisão perpétua sem direito a liberdade condicional em 2001, mas a sentença foi anulada com a alegação da defesa de que não foi concedida uma audiência sobre a competência mental de Tate. Ele foi libertado em 2004, com 10 anos de liberdade vigiada.  Data do acontecimento: ano de 1999.
GEORGE  STINNEY
Em 16 de junho de 1944, os Estados Unidos estabeleceram um recorde quando executou George Stinney, de apenas 14 anos, sendo a pessoa mais jovem a ser legalmente executada durante o século 20.
George foi condenado pelo assassinato de duas meninas, de oito e nove anos, que foram encontradas com ferimentos na cabeça em um buraco de lama em março de 1944. Elas foram pegas por George enquanto passeavam de bicicleta à procura de flores. George confessou o crime, foi julgado e condenado à morte na cadeira elétrica.

JON  VENABLES  E  ROBERT THOMPSON

Jon Venables e Robert Thompson, ambos com 10 anos, foram os responsáveis pelo assassinato de uma criança de dois anos de idade em fevereiro de 1993. Por um segundo deixado na porta de um açougue onde sua mãe fazia compras, o garotinho Robert foi levado pelos dois meninos maiores que estavam matando aula pelo local.
Eles levaram a criança pequena para um lugar a três quilômetros do local do sequestro, onde jogaram tinta azul no olho do garotinho e o espancaram, deixando-o em um trilho de trem até a morte. Imagens de câmeras do bairro de onde a criança pequena foi levada mostraram os garotos com ele. Depois, a polícia encontrou vestígios da mesma tinta azul encontrada no corpo.
Os dois meninos de 10 anos ficaram sob custódia da justiça até os 18 anos, quando foram libertados sob sentença em 2001. Em 2010, Venables voltou para a prisão por violar os termos da sentença. O caso abriu um debate sobre as condenações de crianças criminosas na Inglaterra.  
fONTE: Claudia Borges



quinta-feira, 23 de outubro de 2014

FATOS MARCANTES DE 1901

                             ATENTADOS  EM  SÉRIE


Em termos de ameaça aos seus chefes de Estado, os Estados Unidos não precisariam de inimigos externos. O atentado que resultou na morte de McKinley não foi a primeira nem a última vez que americanos investiram contra seus presidentes.

 Em 1865, a violenta tradição fez a sua primeira vítima fatal, o presidente Abraão Lincoln, assassinado por um ator dentro de um teatro.

 Além de James Garfield, morto em 1881, o mesmo fim aguardava John Kennedy, abatido a tiros de fuzil em Dallas, em 1963. A tragédia repetiu-se cinco anos depois com seu irmão Robert Kennedy, quando era forte candidato à presidência. Melhor sorte tiveram Andrew Jackson, Theodore e Franklin Roosevelt, Harry Truman, Gerald Ford e Ronald Regan, todos sobreviventes de atentados.

Os dois tiros que mataram o presidente americano William McKinley, em setembro de 1901, tinham como provável alvo um modelo de sociedade baseado cada vez mais na concentração de capital privado.
Apoiando a formação de grandes corporações monopolistas ( os trustes), o republicano McKinley havia tirado os Estados Unidos de um longo período de depressão econômica. o assassino, um operário anarquista, desempregado do setor de siderurgia, encarnava a insatisfação da parcela dos americanos que não acreditava no capital financeiro do norte como locomotiva da prosperidade nacional. Seu nome era Leon Czolgosz tinha 28 anos e atingiu McKinley à queima roupa numa exposição em Buffalo, Estado de Nova York.

O governo de McKinley representou a  afirmação definitiva das forças da industrialização sobre a América rural. O presidente assassinado estava em seu segundo mandato _ derrotara dias vezes o democrata populista William Bryan _ e contava com o apoio dos expoentes do capitalismo, entre eles Mark Hanna, o magnata do aço de Cleveland, que levou os donos do poder econômico a fazer política. A feição dos EUA do século XX começara a se delinear no governo McKinley.
A prosperidade econômica acabou deflagrando a política imperialista dos EUA. Ela também teve início com McKinley, especialmente com a guerra hispano-americana em 1898, quando um conjunto de colônias espanholas _ entre elas Cuba e Porto Rico _foi arrebatado sem maior  dificuldade.
Na verdade, McKinley era contra a guerra, mas como bom estadista soube atender às pressões internas, que vinham de políticos ambiciosos, como aquele que viria a ser seu vice-presidente( no mandato seguinte) e sucessor: Theodore Roosevelt. 


Por sua vez, o expansionismo defendido e posteriormente praticado por Roosevelt refletia o apetite econômico dos baluartes da prosperidade americana. Na prática, a corporação gigante Standarr Oil já constituia um império empresarial crescente na Europa e na Ásia, enquanto a United States Steel Corporation era fundada com o capital sem precedentes de US$ 1 bilhão.
Os EUA tinham as maiores fortunas pessoais do mundo ( Rockfeller, Carnegie, Morgan) e tinham William Randolph Hearst, o magnata das comunicações após a explosão do navio de guerra americano " Maine" no porto de Havana _ jamais esclarecida_ Hearst iniciou uma campanha que praticamente empurrou McKinley para a guerra.
O presidente que deu os primeiros contornos de potência mundial aos EUA morreu no dia 14 de setembro de 1901, oito dias após o atentado. Seu assassino foi executado na cadeira elétrica.
William McKinley foi o 25* presidente dos Estados Unidos da América.





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                            AMERICANOS  NO  ACRE

O território do Acre foi arrendado pelo Governo da Bolívia a um grupo empresarial dos Estados Unidos, diretamente ligado ao Governo  americano.A operação despertou temores de invasão territorial por parte dos vizinhos do Norte. Dois anos depois, com a assinatura do tratado de Petrópolis, o Acre seria incorporado ao território brasileiro.
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                        NOVIDADE: ELÉTRONS
Observando o comportamento de átomos de urânio, o físico francês Henri Becquerel demonstrou a emissão de raios provenientes de partículas menores que o próprio átomo, passo decisivo para a confirmação da existência dos elétrons.

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         O TRIBUTO MÁXIMO À CIÊNCIA E À PAZ

A criação do prêmio Nobel é a história de um desafio pessoal.Certa vez o industrial sueco Alfred Nobel abriu o jornal e viu a noticia de seu próprio falecimento. O texto referia-se a ele como o " mercador da morte", em alusão ao fato de ter sido o inventor da dinamite.
 A partir desse dia, passou a cultivar a obsessão de deixai um legado de paz.
Quando morreu de fato, em 1896, Nobel surpreendeu a todos com seu testamento. Ele destinava 94% de sua fortuna à instituição de um prêmio anual para as principais realizações da humanidade nas áreas de  física, química, medicina,literatura e promoção da paz ( a de economia seria acrescentada em 1969). Os primeiros prêmios foram concedidos em 10 de dezembro de 1901, no quinto aniversário  da morte de Nobel.
Em todas as categorias, o prêmio Nobel firmou-se como a mais alta forma de reconhecimento. Mas nenhuma delas alcançou a notoriedade de Nobel da Paz _ não por acaso, a obsessão do seu criador. A premiação desafiou ditaduras, como no caso de Adolfo Péres Esquivel, em 1980, defensor dos direitos humanos sob o regime militar argentino; ou do Dalai Lama (1989), por sua resist~encia à dominação do Tibete pela China.
Alguns dos ganhadores do Nobel da Paz mudaram a história do século XX, como o ex-presidente soviético Mikhail Gorbatchov ( 1990), que negociou o fim da Guerra Fria. e os sul-africanos Frederik de Klerk e Nelson Mandela( 1993), que pactuaram o fim do apartheid.
O prêmio Nobel também cometeu suas injustiças. A mais famosa delas atingiu Albert Einstein e sua Teoria da Relatividade, ignorada pelo prêmio.As mais célebres omissões, no entanto, ocorreram na categoria literatura. Entre os esquecidos do Nobel estão James Joyce, Bertolt Brecht, Tchecov, Leon Tolstói, Franz Kafka e Marcel Proust, entre outros vultos que passaram pelo século XX.

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

CURIOSIDADES EM 1900,1901,1902

                   O início de um novo século


O último ano do século XIX foi tão estranho, mas tão estranho que, contra o veredito científico, o senso comum o incluiu neste século XX, o mais estranho dos séculos: Mil e novecentos contrapôs  às Grandes Descobertas dos séculos XV e XVI a Grande Descoberta do mar interior, do inconsciente, marcado pela publicação do seminal ! A interpretação dos sonhos" de Sigmund Freud. Na verdade, outra estranheza, o livro saiu em 1899, mas seu editor, num arroubo premonitório, o datou de 1900. No ano seguinte, a rainha Vitória morreria, sem sombra de dúvida levando no caixão o século XIX. E, em 1902, o pioneiro Georges Méliès filmaria " Viagem à Lua", antecipando as fantasias cinematográficas de Spielberg.


            Passagem para o mundo atômico

Em  14 de dezembro de 1900, o físico alemão Max Planck apresentou à Sociedade Física Alemã, em Berlim, uma descoberta que revolucionaria a ciência e marcaria o século XX: diferentemente do que se acreditava até então, os átomos não irradiavam energia de um modo contínuo e suave, mas em pequenos rompantes, batizados por Planck de quanta ( plural do latim quantum, quantidade).

Essa descoberta marcou o nascimento da física quântica, que lida com os fenômenos que ocorrem no âmbito microscópico, como os átomos e suas partículas _ prótons, nêutrons, elétrons e fótons. Foi graças à senda aberta por Planck que, em 1905, Albert Einstein ligou os efeitos fotoelétricos aos quanta de luz ( que só mais tarde seriam chamados de fótons). Mais tarde, a física quântica iria ser aplicada, entre outros ramos, à física nuclear.
Nela, ocupa lugar capital a chamada Constante de Planck, representada pela letra h: 6,62 X 10 à trigésima-quarta potência negativa joule por segundo. Multiplicada por v ( que representada a frequência de uma luz monocromática), ela é capaz de medir as emissões de quanta, estabelecendo uma relação entre energia e tempo, relação correspondente a uma grandeza física chamada  ação. Planck, portanto, de certa forma, inventou toda a complexa física moderna.
A ruptura dessa física quântica como a física clássica  a princípio não foi pressentida nem mesmo pelo seu próprio autor, como Planck confessa em sua autobiografia. Talvez por isso ele não tenha tomado parte muito ativa no rapidíssimo desenvolvimento que a teoria dos quanta experimentou nas primeiras duas décadas do século. Seu bastão foi empunhado por gente como seu compatriota Einstein e o dinarmaquês Niels Bohr, cujo estudo sobre a estrutura do átomo ganhou o Premio Nobel de Física de 1922. De qualquer forma, quatro anos antes Planck já havia sido reconhecido pelo mesmo prêmio por sua contribuição ao avanço da ciência.

Planck morreu em 1947, aos 89 anos, sempre conservando extrema dignidade na vida particular e pública _ nem se enamorou pelo nazismo nem deixou-se seduzir pela ideia de deixar sua pátria. por sinal, perdeu dois filhos em nome dela: um em combate, durante a primeira Guerra Mundial; outro, fuzilado em 1944, por envolvimento numa conspiração que pretendia assassinar Hitler.

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   O NASCIMENTO DA GENÉTICA MODERNA

O abade agostiniano austríaco Johann Gregor Mendel morreu em 1884,aos 62 anos, mas, seu trabalho ecoa mais alto que nunca no final do século XX. Mendel é o responsável por duas leis fundamentais da genética, essa ciência que hoje em dia nos lembra imediatamente uma ovelha clonada chamada Dolly: a primeira diz que as características de um ser são controladas por pares de fatores que não se misturam durante a vida 9 e que cada fator de um par transmite a uma célula os processos reprodutivos anteriores à fertilização); a segunda, que durante o processo reprodutivo cada elemento de um par de características contrastantes pode se combinar com um ou outro elemento do outro par, numa relação de total independência. Trocando em miúdos: Mendel fundou a genética _ e a teoria da hereditariedade _ moderna.


Contudo, somente em 1900 sua importância foi reconhecida e proclamada por três pesquisadores que redescobriram independentemente seus dois artigos batizados de " Experiências sobre a hibridização das plantas ", originalmente apresentadas em conferência diante da Sociedade de Ciências naturais de Brno, em 1856. Hugo de Vries, na Holanda; Karl Erich Currens, na Alemanha; Erich Tschermak, na Áustria. Graças aos trabalhos desses quatro homens, Mendel e seus experimentos com plantas à frente, a genética se desenvolveu e passou a englobar noções hoje corriqueiras, como a do código genético.
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        O LOUCO ARAUTO DO SUPER HOMEM

Como Oscar Wilde, o filósofo alemão Friederich Nietzsche  faz parte da galera de gênios que só foram devidamente compreendidos depois de mortos. Logo ele, que criticava o Cristianismo por considerar seus ideias de eternidade uma forma de renúncia à vida. Nietzsche tornou-se referência obrigatória para a compreensão do homem moderno _ mas morreu doente, solitário e louco, a 25 de agosto de 1900, depois de 11 anos de internação.

A loucura não chegava a ser, contudo,um problema para Nietzsche. Crítico implacável do reinado da razão, ele via a loucura como manifestação de um saber escondido, na medida em que subvertia os costumes e os valores vigentes. A doença também teve papel importante na vida e na obra de Nietzsche. Aos 26 anos ele contraiu difteria e disenteria, origem de suas dores de cabeça e de estômago. Logo apareceriam problemas de visão e na fala, que interromperiam sua carreira de professor. mas tudo isso era relativizado por Nietzsche. sobre um período de três dias de terrível sofrimento com dores de cabeça e vômitos comentou : " (...) Conservei maravilhosa limpidez dialética e refleti com bastante sangue frio sobre problemas para os quais, quando estpu são, não me sinto suficientemente ágil, perspicaz, frio".

A relação " produtiva" de Nietzsche com suas tragédias pessoais é compreensível, pois via nas tragédias gregas o verdadeiro caminho do conhecimento humano _ em oposição ao racionalismo do " homem teórico" inaugurado por Sócrates. Para Nietzsche, só o " homem trágico" carrega a essência da vida ( e da morte) que repousa nos sentidos, não na razão. A obsessão humana com o estabelecimento de valores " verdadeiros", baseados num universo subjetivo forjado pelo próprio homem, motivou uma das principais obras de Nietzsche, " Humano, demasiado humano"( 1878).
A quebra total da moral feita de valores arbitrados é proposta pelo filósofo na figura do super homem, símbolo central do pensamento nietzschiano. Acima do bem e do mal _ e das convenções de uma cultura decadente _ ele resgata a essência da vida, a vontade de potência, voltando a transformá-la em força criadora e não dominadora ( para ele, a própria negação da vida).
A profecia do super homem que está na obra " Assim falou Zaratustra "( 1884), chegou a ser identificado com o nazismo: após a morte do autor, devido à sua antiga simpatia por Wagner, notório anti-semita, e a má fé de sua irmã, casada com outro anti-semita. Porém, Nietzsche foi ao mesmo tempo um antidemocrata e um antitotalitário, pois se opunha a formas de organização do estado que impedissem o desenvolvimento da cultura.
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    DESCOBERTOS OS GRUPOS SANGUINEOS

                       TRANSFUSÕES ERAM  QUESTÃO DE SORTE

Antes da existência dos grupos sanguíneos,os médicos faziam transfusões de sangue sem saber se levariam os pacientes à cura ou à morte. A escolha do sangue era aleatória _frequentemente ele provinha de animais_ e o resultado era tão previsível quanto um lance de dados, o que levou  a maior parte dos  países da Europa a proibir as transfusões.
Quem tirou à ciência do obscurantismo no ramo da classificação sanguínea foi o imunologista austríaco Karl Lansteiner ( 1868- 1943). Ele derrubou uma premissa de três séculos, segundo a qual todo e qualquer sangue era igual, ou seja, mantinha as mesmas características mesmo quando misturados de diferentes origens.

Em 1900, Landsteiner descobriu que o sangue retirado de uma pessoa frequentemente coagulava ao entrar em contato com as células sanguíneas de outra. Demonstrou então que isso  ocorria pela existência de diferentes antígenos no sangue, reveladores de grupos distintos, que classificou como A,B, O e posteriormente, AB.
Três anos antes de morrer, Landsteiner via sua descoberta ser aprimorada por Philip Levine, imunologista americano de origem russa. Estudando uma doença letal_ a destruição dos glóbulos vermelhos do sangue de um feto _ Levine descobriu um componente sanguíneo que chamou de Rh ( por causa dos macacos  rhesus, suas cobaias). 

A combinação de mães com Rh negativo e pais com Rh positivo, descobriu ele, produziria fetos com o mesmo fator sanguíneo dos pais, mas com  anticorpos que destruíam seus glóbulos vermelhos. Testes para o fator Rh logo se tornaram procedimento rotineiro.
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