segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

AS NOSSAS VALOROSAS RENDEIRAS

Continuando a nossa viagem pelo Nordeste, vamos visitar as maravilhosas rendeiras do Ceará. E conhecer um pouco mais sobre esse trabalho magnífico.
O ofício de rendeira surgiu no final da Idade Média, na França, Inglaterra, Itália e Alemanha.  A arte de lidar com as rendas só foi introduzido no Brasil no século XVIII, com a chegada das famílias portuguesas , durante o período de colonização. Fazia parte da educação feminina, praticado pelas moças da sociedade, porém, com o passar do tempo, foi estendido às jovens do povo.


Existe uma lenda que diz:
- “um jovem pescador usando pela primeira vez uma rede de pescar tecida pela sua noiva, apanhou do fundo do mar uma belíssima alga petrificada, que ofereceu à sua eleita. Tempos depois, partiu para a guerra. A noiva, saudosa e com pensamento voltado para o ausente, um dia, teceu outra rede que reproduziu o modelo da alga; os fios dessa rede eram terminados por pequenos chumbos. Assim foi descoberta a renda chamada “a piombiini” ou de chumbos; os chumbos foram posteriormente substituídos por bilros. Dessa forma, de um pensamento amoroso teria surgido a renda de bilros.” ( Rendas e Bordados do Maranhão – FUNC-MA).


Os primeiros registros da renda foram na época dos faraós, que usavam um tecido de linho com fios coloridos e trabalhando-os em desenhos geométricos. 


No século XIV a igreja católica tornou-se o principal cliente e usuário de rendas.

Em 1547, no reinado da Francesa Caterina de Médici, a renda foi introduzida na corte francesa. Nos séculos XVII e XVIII, a renda aparecia adornando as cabeças das damas, nos babados dos vestidos, em aventais e em enfeites de vestidos. Durante estes períodos, a renda também estava presente na roupa masculina, principalmente no século XVIII que foi uma época aura do uso das rendas pela corte francesa, presentes nos vestidos de Maria Antonieta, Madame Pompadour, entre tantos outros participantes da realeza. 


No inicio do século XIX, a renda ainda estava presente em vestidos, casacos, luvas, enfeites de lençóis, xales, mantilhas entre outras peças do vestuário das damas da sociedade.
Já no Brasil a renda de bilro, foi trazida pelos portugueses e durante muito tempo foi a ocupação de freiras nos conventos. Elas teciam alfaias para os altares das igrejas. Tanto no Brasil como em Portugal, atualmente a renda de bilro é feita por mulheres de pescadores em geral. Esse fator é associado à chegada das rendas nos litorais.


No Brasil, as primeiras rendeiras surgiram na região nordeste; elas elaboravam tramas confeccionadas com linho. Aos poucos este ofício, transmitido de mãe para filha, passou a ser feita com matérias-primas diferentes, como algodão, seda, viscose, náilon e elastano.

Este procedimento transformou a renda em um material de menor custo e, por isso, começou a se tornar menos elitista. Durante boa parte do século XX, este tecido ficou restrito a pequenos detalhes das roupas íntimas e dos trajes de noiva.

A mulher rendeira faz parte do imaginário popular brasileiro e é, desde muito, transmissora de um conhecimento que, mesmo não fazendo parte do que se considera  ais como educação formal, ela existe e tem sua importância social. Este conhecimento permeia a história de muitas famílias de mulheres que ainda tentam transmiti-lo para as novas gerações. Daí a necessidade de entendimento de um cotidiano que, além de tradicional, alinha-se e se insere às necessidades do mundo de mercado sendo, ao mesmo tempo, trabalho de mulheres e modo de produção de riqueza.

O ofício de rendeira é dificílimos, trabalhoso e lindo. É praticado por  mulheres que tecem o dia a dia com finos fios. A força que emana da tradição de tramar as linhas é real. E o fio que conecta essas mulheres, entre gerações de uma mesma família, é que parece torná-las o que são: mulheres que lutam bravamente e que, ao mesmo tempo, desempenham um ofício minucioso e delicado. Com paciência e maestria seguem fazendo a renda da mesma forma que outras muitas gerações de mulheres de sua família já faziam, mas revisitam e atualizam as formas e os pontos que fazem hoje. De modo que estão, ao mesmo tempo, com um pé no passado e outro no presente.
Algumas rendeiras trabalham em grupo; conversam, cantam, fumam.
Segundo declarações de uma dessas mulheres fabulosas... “Quando você está na almofada, menino chora, panela queima, marido briga, você se esquece do mundo.” Ela vira o rosto e se concentra para terminar mais um ponto.
                  Renda Frivolité
Uma rendeira, que em seu trabalho tece habilidosamente peças extraordinárias, passando de geração em geração um ofício e uma arte, verificamos que, apesar de leiga, do ponto de vista da pedagogia e da ciência, essa “mestra” cumpre de modo brilhante, com eficiência e eficácia os objetivos a que se propõe: produzir e ensinar o que produz, perpetuando a existência do oficio.
Curioso é pensar que nas universidades e centros de profissionalização, apesar de todo o acesso à ciência e tecnologia, muitas vezes os mestres que lá trabalham não conseguem atingir esses mesmos objetivos básicos. Em muitos desses centros nem se produz um saber, nem se ensina a produzir esse mesmo saber. O máximo que se consegue é “formar” profissionais muitas vezes medíocres que vão se encarregar de perpetuar a reprodução de um saber igualmente medíocre, mantendo o estado de coisas que vem nos conduzindo ao caos social, econômico e cultural.


existem duas categorias de rendas:
-uma produzida com o auxílio de bilros. Outra é confeccionada com o uso de agulhas, como é o caso da renda renascença, o filé e o labirinto. Em outros casos, há agulhas especiais, como para produzir crochê e tricô. Tanto a renascença como a renda de bilro é produzida em cima de almofadas.
FILÉ:  Esta técnica milenar encontra-se difundida sobretudo nos estados de Alagoas e Ceará. O filé surge a partir de uma rede simples, composta de malhas e de nós, e por isso é também denominado “rede de nó”, seguindo a técnica de confecção da rede de pescador, que lhe serve de inspiração. É muito utilizada pela região de Salgado de São Félix, na Paraíba.

RENASCENÇA: A renda renascença é uma técnica têxtil que teve sua origem na ilha de Burano, em Veneza, Itália, no século XVI. É confeccionada com agulha, linha e lacê de algodão. Em uma primeira etapa, faz-se o desenho sobre papel, que é preso sobre a almofada. O lacê é então afixado sobre o papel com a ajuda de alfinetes e entremeado pelos diferentes pontos da renda. Cada ponto é nominado segundo elementos da natureza, comidas, ou expressam na renda sentimentos e esperanças de quem os criou: aranha, abacaxi, traça, cocada, xerém, amor seguro, laço, sianinha, malha e amarrado. Muito divulgada na região de Jataúba, Pernambuco.


IRLANDESA: a renda irlandesa, ou ponto de Irlanda, surgiu na Europa, possivelmente no norte da Itália, em torno dos séculos XVI ou XVII. Sua tradição foi mantida nos conventos da Irlanda, de onde se difundiu para diversas partes do mundo. No Brasil, este tipo de renda é executado há várias gerações pelas artesãs sergipanas de Divina Pastora, fazendo parte do seu patrimônio cultural. Caracteriza-se pelo uso de lacê, um cordão sedoso o que a diferencia da renda renascença. É elaborada com linha e agulha que, seguindo o roteiro de desenhos feitos em papel grosso e que é preso em almofada, perpassam os meandros e os florões delineados com o lacê, formando assim uma variada combinação de pontos. Vê-se muito na região de Divina Pastora, em Recife.

LABIRINTO:  também conhecido como Crivo é um tipo de renda de agulha e tem como característica o fio desfiado preliminarmente, o qual é tecido com linha, seguindo os desenhos estabelecidos. O processo de feitura possui 6 etapas: escolher o tecido e tirar a metragem; riscar o desenho; desfiar o tecido; fazer o enchimento; torcer e perfilar. Encontra-se muito nas regiões de Ingá, Chá dos Pereira, João Pessoa, Serra Redonda, Juarez Távora – Paraíba).


RENDA DE BILRO: Diversos são os “pontos” preparados: abacaxi, folha em renda, cocadinha, não-me-deixe, mata-fome, quadro, margarida, coração, palma, ziguezague, trocado, trança, trocadinho, matachim, aranha, meus olhos, escadinha de Cupido entre outros.




A renda de bilros é feita sobre uma almofada com enchimento de crina, serragem ou algodão; tal amofada é em geral recoberta de tecido cujas cores não agridam a vista. A almofada pode ser presa num suporte de madeira, mas há rendeiras que simplesmente a apoiam numa cadeira ou banquinho. A almofada é a base sobre a qual se executam as rendas e nela se prende o cartão com o esquema em cima do qual irão se trançando os bilros, ‘a medida que se prendem os compassos com alfinetes. Os bilros são uma espécie de haste de madeira provida de uma cabecinha numa das extremidades. Sobre ela enrola-se a linha para fazer a renda. Os bilros são sempre utilizados aos pares.
NHANDUTI: as rosas  de Tenerife e as diferencia claramente de outras técnicas de estilo similar como Sol de Salamanca, Ponto da Catalunha e Sol de Casar. O Sol e o Ponto da Cataluña são feitos com agulha sobre tecido, enquanto no caso da Renda de Tenerife se utiliza uma almofada onde se fazem círculos a partir dos quais se monta a rosa na forma radial fazendo a trama com nós e pontos guipur. Acredita-se que esse tipo de trabalho com renda começou a se realizar no século XVI e a renda Nhanduti ou de Tenerife é a única técnica que se manteve.  No Brasil é conhecida como Renda do Sol.


Diz a lenda que a Nhanduti surgiu a partir do trabalho de uma jovem indígena, cujo amado havia desaparecido no dia do casamento. Ela o encontrou morto no meio da floresta e passou a noite abraçada a seu corpo. Quando o sol nasceu, a indiazinha notou que um belo manto de teia de aranha cobria o corpo do noivo. A jovem foi atrás de linha para copiar o trabalho das aranhas e o resultado foi uma linda mortalha de renda. Assim nascia a primeira peça de Nhanduti.
      Rendas brasileiras


Fontes:
Brasil, Turismo e você... Editora Abril S.a





domingo, 5 de janeiro de 2014

PASSEIO DE FÉRIAS

É muito comum, nessa época do ano, mês de Janeiro, férias, verão, muito sol e calor, as pessoas desejarem viajar em busca de tranquilidade e lazer. É justo, muito justo!
Por isso mesmo é que muitas regiões brasileiras ficam  repletas de turistas, ansiosos para conhecer lugares, pessoas diferentes, novas amizades, fazer compras e aprender mais um pouquinho sobre as belezas desse nosso Brasil.
 Vamos conhecer também?

                  AS JANGADAS

Você, sem dúvida, conhece uma jangada, ainda que seja por fotografia. É uma embarcação de madeira, bastante frágil, tocada a vela.
Entre utras definições é uma grande embarcação de madeira utilizada por pescadores artesanais da Região Nordeste do Brasil.


Todos os elementos da jangada tradicional são feitos artesanalmente, desde o mastro à vela, das cordas ao banco de navegação, redes de pesca, anzóis, âncora e samburás, que são grandes cestos onde são guardados os peixes e objetos de uso pessoal de cada jangadeiro.
Sua tripulação, na jangada tradicional, o modelo mais comum conhecido desde o início do século XX, varia de três até cinco pessoas, não mais do que isso. Esse pescadores trabalham num espaço aproximado de 5 a 7 metros, algumas podendo chegar até 8 metros  por , 1,4 a 1,7 metros na menos extensão.

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As jangadas fazem parte da paisagem do litoral nordestino.Porém, elas não são só bonitas: elas são o instrumento de trabalho dos jangadeiros, que saem de madrugada para o mar, com seus largos chapéus e suas roupas simples, de algodão grosso. Eles pescam para garantir o sustento  da família.
São homens que conhecem os segredos do mar e que nele vivem a maior parte de de sua vida.
O trabalho desses jangadeiros é duro e muito difícil. A pesca é guiada pela experiência, pois eles possuem poucos recursos. Pescam com linha e anzol ou com tarrafas, que é um tipo de rede. O mar é a sua única fonte de alimentação e de renda.


O jangadeiro leva uma vida simples. Mora em casa de taipa ou de alvenaria, come peixe e frutos do mar e quase sempre vive e grupo. 
Os pescadores tradicionais sempre obedeceram a regras bem conhecidas de uso das marés, dos regimes de ventos, das correntes, da sazonalidade da pesca. Em função disso, suas incursões no mar variam bastante quanto ao tempo de permanência, ao trajeto navegado, e ao tipo de pesca que conseguem. Um período de permanência comum era de três dias a uma semana (algumas vezes mais, como relatam os antigos pescadores) no mar alto, a até 120 quilômetros da costa. Essa duração é cada vez mais rara, e os jangadeiros dificilmente ultrapassam os três dias, na atualidade, com incursões de até 50 quilômetros distanciados da costa. Da mesma forma, as incursões de grupos de jangadas também são cada vez mais raras, sendo mais frequente a pesca de uma turma isolada, numa única jangada.


Ainda assim, em vários pontos do litoral cearense há corridas de jangadas, sendo muito famosa a que ocorre anualmente na região do porto do Mucuripe (na capital do Estado do Ceará,Fortaleza). Dezenas de jangadas participam dessas competições populares, num espetáculo sem paralelo no extenso litoral brasileiro.
O jangadeiro tem seus santos, respeita-os, e presta-lhes a sua homenagem, como no dia de São Pedro, por exemplo, 29 de junho,  no dia de Santa Luzia e do Bom Jesus dos Navegantes.
O jangadeiro é profundante ligado à sua vida, aos seus costumes e nos companheiros.


O conhecimento da construção dessa família de embarcações artesanais está em extinção: embora ainda haja colônias de pescadores remanescentes das primeiras comunidades que ocuparam o litoral brasileiro (sobretudo no litoral do Estado do Ceará e do Rio Grande do Norte), praticamente não se constrói mais a jangada tradicional, com troncos de madeira de flutuação, as jangadas de troncos. As atuais jangadas são feitas em pranchas de madeira industrializada ou utilizando instrumentos de corte mecanizado - as jangadas de tábuas.


Janeiro é o primeiro mês do ano nos calendários Juliano e Gregoriano.
. É composto por 31 dias.
. O nome surgiu do latim JANUARIUS , décimo-primeiro mês do calendário de  Numa Pompílio, o qual era uma homenagem ao deus Jano , deus do começo na Mitologia Romana, que tinha duas faces, uma olhando para trás, o passado e outra olhando para a frente, o futuro. O imperador Júlio Cesar   estabeleceu que o ano deveria começar na primeira lua  nova após o  solstício de inverno, que no  Hemisfério Norte e era a 21 de dezembro, a partir do ano 709 romano, em 45 a.C. Nessa ocasião o início do ano ocorreu oito dias após o  solstício. Posteriormente o início do ano foi alterado para onze dias após o solstício.


sábado, 28 de dezembro de 2013

O QUE FALAM AS ROSAS? PARTE 2

Rosas são as flores mais requisitadas em todo o mundo.
É uma das flores mais populares no mundo, cultivada desde a Antiguidade. A primeira rosa cresceu nos jardins asiáticos há 5 000 anos. Na sua forma selvagem, a flor é ainda mais antiga. Fósseis dessas rosas datam de há 35 milhões de anos.


Como citei anteriormente, as rosas possuem inúmeras mensagens.
Vamos ver as seguintes:
  • Rosas Champanhe: admiração, simpatia



  • Rosas Coloridas em tons claros: amizade e solidariedade


  • Rosas Coloridas, predominando as vermelhas: amor, paixão e felicidade


  • Rosas Vermelhas com Amarelas: felicidade


  • Rosas Vermelhas com Brancas: harmonia, unidade



Algumas pessoas guardam por muito anos uma das rosas recebidas como presente em determinada ocasião. Deixam-na secar e depois guardam, alguns dentro das páginas de um livro, outras, dentro de gavetas ou ainda em caixinhas decoradas, como as de bijuterias.


Eu mesma tenho algumas guardadas já há muitos anos, presente de namorados na adolescência, outras de meu  marido e algumas de minhas  filhas. Mesmo secas e desbotadas, elas simbolizam um período de alegrias, boas recordações e muito amor.


As flores possuem, sim uma linguagem muito especial. Cada uma possui uma maneira de transmitir e realçar sentimentos. Todas são magníficas e mesmo as mais simples e aparentemente insignificantes, podem passar mensagens lindas e delicadas.
Conta-se que um inglês, em  uma visita feita  à Turquia no século XVIII, teria feito a seguinte afirmação:
- Aqui pode-se brigar, censurar, mandar cartas de paixão, amizade ou civilidade, ou mesmo notícias, sem nunca ter de sujar os dedos com tinta!”.
 O “código dos turcos” era o uso de flores para expressar sentimentos. Cada espécie tinha um significado e uma “carta” bem feita podia comunicar praticamente qualquer combinação de sentimentos.

Esse curioso costume teria logo chegado à França, onde “inventou-se” uma linguagem composta inteiramente de símbolos florais. Publicada em 1819, como Le Langage des Fleurs, tornou-se uma das referências favoritas. A nova linguagem das flores atraiu os poetas românticos na Inglaterra. “Doces flores sozinhas podem dizer o que a paixão tem medo de revelar”, disse o porta Thomas Hood (1799-1845) no poema “A Linguagem das Flores”. 

Em todo o período da  era vitoriana, a linguagem tornou-se mais complexa. As flores não só significavam diferentes sentimentos, mas a maneira como eram oferecidas e aceitas podia significar alguma coisa. Uma simples rosa vermelha aberta era sinal de admiração e até mesmo de paixão  pela beleza feminina. Contudo, oferecer um botão com espinhos e folhas queria dizer: “Temo, porém com esperança”. Se a destinatária respondesse recatadamente com o botão virado para baixo, o gesto queria dizer: “Não deves temer, nem ter esperança “. Se a jovem pusesse a flor recebida nos cabelos, o gesto significava cautela, mas se a colocasse sobre o coração, significava que o amor era correspondido. E, como não poderiam faltar, as rosas...ah, essas flores magníficas, consideradas Rainhas de Todas as Flores.



Eternos símbolos do amor, as rosas ganharam até uma “linguagem” própria: dizem que a cor das suas pétalas também levam mensagens. As vermelhas simbolizam as emoções apaixonadas, as cor-de-rosa estariam ligadas aos amores sublimes, inocente amor, as brancas ao amor puro e incondicional, mas as amarelas são misteriosas - uns dizem que simbolizam o ciúme, enquanto outros afirmam que estão ligadas aos amores afortunados. É interessante também que até a forma de arrumar as rosas nos vasos pode expressar sentimentos: uma única rosa num vaso demonstra elegância e intimidade; várias delas, formando arranjos grandes e compactos inspiram alegria e confraternização.

As rosas estão entre as flores mais vendidas pelas floriculturas, sendo as mais pedidas , assim como também é um dos arbustos mais populares do jardim. As rosas são de grande importância econômica como por exemplo na colheita para a fabricação de perfumes. 
A rosa é e sempre foi  considerada como símbolo de beleza por bastantes povos como os babilônios, os sírios, egípcios, romanos e gregos.
O significado de cada rosa é bastante específico:

Rosas Vermelhas... no chão, são símbolo de amor, um simples amigo as pode enviar lisonjeando a beleza e o respeito que os une. Trata-se duma das cores mais excitantes e apaixonadas da rosa. Os jovens apaixonados costumam escolher a rosa vermelha para oferecer à sua parceira, mas também podem oferecer a um amigo como prova de respeito.


Tais rosas, por simbolizarem a beleza e a perfeição, remetem a mais profunda expressão de seus sentimentos. Elas carregam não somente a mais significativa cor entre muitas outras cores de rosas, mas o mais universal de todos os símbolos.
Ao longo da história, as rosas vermelhas acumularam uma vasta riqueza de significados, sendo utilizada em inúmeros trabalhos de arte, como a pintura, poesia, a música e em diversos meios modernos de comunicação. 
O misticismo das rosas vermelhas causou forte fonte de inspiração por muitas eras, como na mitologia Greco-Romana, quando as rosas vermelhas já eram associadas à Deusa do Amor. 
Nas culturas seguintes, já se utilizavam as rosas vermelhas para decorar cerimônias de união e, frequentemente, elas eram utilizadas em casamentos.
Com isso, é como o símbolo do amor e fidelidade que a rosa vermelha é reconhecida atualmente, transformando-se naturalmente em uma das flores mais características para transmitir o amor verdadeiro, na mais romântica forma de falar sobre o amor ou mensagens de compromisso.
As rosas vermelhas são muito utilizadas para presentear os amantes no Dia dos Namorados, em aniversários , ocasiões especiais ou, simplesmente, sem algum motivo especial aparente, somente  como uma forma de surpreender e encantar a pessoa amada. 
Seja qual for a ocasião, as rosas vermelhas possuem um grande e irresistível fascínio !



Rosas Brancas...São o símbolo da pureza e da inocência. Esta cor costuma ser escolhida pelas noivas para os seus buquês porque significa que durará toda a vida. As rosas brancas também estão unidas ao amor. Uma moça a quem se ofereça este tipo de rosas quer-se demonstrar que esperam um futuro sólido com ela. Significa amor puro, feliz e para sempre.Se uma pessoa está doente, esta é a cor das rosas que devem oferecer, para demonstrar que esperam por ela, um pronto restabelecimento.



As rosas brancas representam a pureza e a inocência e podem ser associadas com as grandes uniões e os novos começos. 
Esta rosa é também um símbolo de honra, reverência,respeito,esperança, lembrança e espiritualidade.
Há alguns mitos e lendas, de diversas culturas diferentes, que se relacionam à origem da primeira rosa branca, trazendo uma aura de misticismo e pureza acerca desta flor.   A rosa branca é uma flor tradicional em casamentos. Neste sentido, são uma representação da unidade, virtude, e pureza de uma nova relação de amor. 
Os arranjos de funeral, também costumam incorporar a tradicional rosa branca como uma homenagem e reverência.
Um arranjo de rosas brancas não é somente belo; pode carregar consigo uma complexidade maior de nobres sentimentos.


Rosas Cor-de rosa.....Oferecer uma flor cor-de-rosa é a forma de agradecer um favor importante. Também significa o apreço que se tem por alguém. Esta rosa também tem o significado de ausência de maldade, ou seja, não há nenhuma dupla intenção nas pessoas que as oferecem. Por isso, a pessoa que oferece este rama de flores é de confiança.. Se a cor do ramo de flores é de um tom rosa suave, então significa admiração e simpatia.


Como um símbolo de graça, delicadeza e elegância a rosa cor de rosa é dada, frequentemente, como uma expressão de admiração, simpatia, agradecimento e amor poético.
Os bouquets de rosas cor-de-rosa, frequentemente são mais delicados e discretos que os bouquets de rosas vermelhas e podem representar um amor tranqüilo, gratidão, apreciação. Tais rosas, têm uma rica história na antiguidade e, provavelmente, foram uma das primeiras espécies a serem cultivadas, indo do tom mais pálido ao mais profundo.
Antes de seu cultivo, porém, as rosas cor-de-rosa eram as espécies dominantes entre rosas selvagens. Com o passar do tempo e as várias descobertas de técnicas modernas de hibridização, novas tonalidades de rosas cor de rosa foram surgindo e invadindo o mercado de flores mundial. 
Foi introduzida, também, através destas técnicas, a possibilidade das rosas florescerem repetidamente durante todo o ano. 
As rosas cor-de-rosa continuam a manter sua popularidade, pois sua aparência é muito bonita e, comumente, possuem agradável fragrância.




Rosas Amarelas...São as rosas ideais para oferecer a um adolescente. Para os mais supersticiosos, esta cor traz consigo uma malícia. Se a pessoa que oferece estas rosas não é muito próxima, então ela pode ter segundas intenções. No entanto, para as pessoas cépticas, as rosas amarelas significam satisfação e alegria, e são uma boa forma de festejar entre amigos um aniversário significativo.

A cor brilhante  das rosas amarelas, evocam um sentimento de calor, alegria e felicidade. 
Os sentimentos associados com a rosa amarela, são frequentemente àqueles compartilhados com um amigo verdadeiro. 
A rosa amarela é, portanto, um símbolo ideal para a alegria e a amizade. 
Foi à partir do século XVIII que as rosas amarelas começaram a surgir no Oriente Médio.Com isso, sua história não é tão antiga , mas, uma vez que as primeiras rosas amarelas foram introduzidas, sua popularidade se espalhou rapidamente. 
A princípio, sua fragrância não era muito apreciada. Somente após a hibridização é que seu aroma se tornou mais agradável, o que contribuiu bastante para sua vasta comercialização.
Durante toda a história, a cor amarela foi associada ao sol, fonte de luz e calor admirada e cultuada por várias civilizações. Portanto, não há surpresa alguma quando se diz que a cor do sol traz energias e fluídos positivos. Em muitas culturas orientais, por exemplo, a cor amarela representa a alegria, a sabedoria e o poder. 
Um bouquet de rosas amarelas traz , atualmente, sensações de felicidade, alegria, prazer, sucesso. As rosas amarelas também podem emitir a mensagem de apreciação e do amor platônico. Não há, talvez, nenhuma outra flor que possa trazer para fora um sorriso guardado ou devolver a alegria perdida em momentos difíceis. 




Existe muitos outros tons encontrados nas rosas e cada um deles tem um recado:
  • As rosas laranjas: Significam entusiasmo e desejo.

As rosas alaranjadas são a incorporação do desejo, do entusiasmo e do calor da paixão. 
Estas rosas, frequentemente, simbolizam a paixão e o excitamento e são uma expressão de caloroso romance. 
Um bouquet de rosas alaranjadas emitirá uma mensagem significativa. 
Sua cor impetuosa é passional e impressiona. 
Tais rosas têm uma escala de tonalidade que vai do coral e pêssego ao laranja mais profundo e vibrante.
Desde que se deu a sua introdução no mundo das rosas, as alaranjadas encontraram rapidamente seu lugar nos corações e nas imaginações dos apreciadores de flores. 
Foi por volta do século XX que os cultivadores de rosas começaram a produzir rosas alaranjadas, alcançando resultados muito positivos no mercado de flores mundial.
Sendo uma mistura literal das cores amarelas e vermelhas, as rosas alaranjadas são vistas, frequentemente, como uma ponte entre os sentimentos de amizade simbolizados pelas rosas amarelas e os de amor associados às rosas vermelhas. 
Dar um bouquet de rosas alaranjadas pode ser um sinal da existência de sentimentos românticos emergentes e do desejo de transformar um relacionamento de amizade em algo mais.Pode, ainda, ser uma expressão de fascínio, ou um presente carinhoso,
As rosas alaranjadas tornaram-se também populares como uma flor de Halloween. 
  • As rosas vermelhas bordeaux: Significa beleza inconsciente.


  • As rosas azuis: Significam confiança, reserva, harmonia e muito carinho.



  • As rosas verdes: Significam esperança, descanso da juventude e equilíbrio.


  • As rosas violetas: Significam calma, auto-controlo, dignidade e aristocracia.

A beleza original das rosas lilás encantou muitos corações. 
Sua cor fascinante é símbolo de mistério, encantamento, esplendor,espiritualidade e amor à primeira vista É uma das cores mais raras e visualmente doce.Pode ser uma ótima opção para expressar intenções românticas e adoração. 
Um bouquet de rosas lilás carrega um forte impacto visual e sentimental. 
Podem ser, portanto, uma escolha perfeita para aqueles que desejam presentear com uma flor original e extraordinária. 
  • As rosas pretas: Significam separação, tristeza e morte. Muito usadas em determinados tipos de eventos, como Dia das Bruxas.


  • As rosas cinzentas: Significam desconsolo, aborrecimento e velhice.Essas são usadas apenas  para decorações de Halloween.